Três dicas para uma boa apresentação corporativa

22/11/2008

Compartilho com vocês a resposta dada a um leitor deste blog, que me enviou um e-mail com a seguinte pergunta: “Se você tivesse que escolher as três principais dicas de seu curso sobre como montar apresentações, quais seriam?” Isso é que é ir direto ao ponto, heim? Bem, espero que as supersintéticas dicas a seguir tenham sido úteis para o leitor e sejam para você também. Aí vão elas:

 

1. A boa apresentação é aquela que mostra o produto/serviço segundo os interesses e necessidades do público-alvo. Ao preparar uma apresentação, faça a si mesmo perguntas como: “Quais são os benefícios que meu produto oferece a esse público? O que torna o produto atraente para essas pessoas? Que mudanças ou possibilidades o produto agrega à vida delas?” Ao responder essas perguntas, você estará listando as “boas notícias” que tem a dar para seu público: coloque-as logo no início da apresentação.

 

2. Faça uma apresentação rápida, com algo entre 10 e 20 minutos (depende da quantidade de informação que tiver para dar). Selecione as informações realmente importantes, que complementam ou explicam as “boas notícias” que você deu no começo. Não adianta querer dar muita informação, as pessoas não guardam. Considere que a função da apresentação é despertar o interesse sobre o produto e motivar o público a saber mais. O melhor sinal de que você “atingiu o alvo” é que as pessoas tenham perguntas depois que a apresentação terminar.

 

3. A função do suporte visual (Powerpoint) é projetar imagens, fotos, gráficos ou demais informações visuais, para ajudar as pessoas a entenderem o que você fala. Não encha seus slides de textos e jamais fique lendo a tela para o público, isso torna a apresentação monótona. Você deve dominar plenamente o conteúdo que irá apresentar e não precisar ler slides. Na maior parte do tempo, fale olhando para a platéia e mantenha contato visual com as pessoas.


Pleonasmos redundantes

03/11/2008

Outro dia, ao fuçar a Wikipedia, encontrei um artigo muito interessante sobre “tautologia”, o uso de palavras diferentes para expressar uma mesma idéia. Sinônimo de pleonasmo e redundância, a tautologia se revela em construções como “subir para cima” ou “descer para baixo”. Nem sempre, porém, as redundâncias são tão gritantes como nos exemplos que acabo de citar. Há muitas outras expressões do gênero que freqüentam quase despercebidamente nossas falas e textos. Aí vão algumas delas: fique ligado!

 

. novo lançamento (você já viu algum lançamento velho?)

. resumo sintético (se não é sintético, não é resumo)

. elo de ligação (elo é o que liga, faz conexão)
.
 acabamento final (sem comentários)
. certeza absoluta (será que dá para ter uma certeza relativa?)
. em duas metades iguais (e poderiam ser diferentes?)
. sintomas indicativos (sintoma é aquilo que indica)
. há 10 anos atrás (ou você diz “há 10 anos” ou “10 anos atrás”)
. vereador da cidade (do Estado é que não poderia ser)
. outra alternativa (alternativa é sinônimo de “outra opção)
. detalhes minuciosos (detalhe é sinônimo de minúcia)
. conviver junto (conviver é viver junto)
. fato real (você já ouviu falar de fato fictício?)
. encarar de frente (dá para encarar de costas?)
. amanhecer o dia (e anoitecer a noite…)
. empréstimo temporário (se fosse definitivo, seria doação)
. surpresa inesperada (se fosse esperada, não seria surpresa)
. escolha opcional (escolher já é optar)
. planejar antecipadamente (planejar é antecipar ações)
. abertura inaugural (conclusiva é que não poderia ser)
. comparecer em pessoa (até inventarem a projeção holográfica, não dá para comparecer de outro jeito)
. gritar bem alto (dá para gritar baixo?)
. propriedade característica (toda propriedade é também uma característica)
. demasiadamente excessivo (totalmente demais!)
 
Esses pleonasmos são mesmo redundantes, heim?