Nesses tempos de competitividade crescente, qual é a empresa que não se preocupa com o nível de engajamento dos colaboradores? Para ter profissionais que se empenham em alcançar os resultados esperados, as organizações procuram oferecer salários atraentes, benefícios convidativos, bom ambiente de trabalho e perspectivas crescimento profissional. Mas algo que faz muita diferença no engajamento das pessoas nem sempre é lembrado: a atitude da liderança.
Um expressivo retrato da relação entre liderança e equipes engajadas é o estudo da consultoria Towers Perrin*, que entrevistou 90 mil profissionais em 18 países. O trabalho aponta os dez fatores que mais contribuem para o engajamento das pessoas, sendo que “liderança genuinamente interessada no bem estar do colaborador” aparece em primeiro lugar.
A atuação os líderes também ganha destaque quando se consideram os fatores que mais contribuem para o desengajamento dos colaboradores. Em matéria da revista Melhor*, consultores de Recursos Humanos apontam a “qualidade da liderança” como o motivo número um para a falta de comprometimento e motivação dos funcionários.
Poderíamos apontar outros estudos que mostram como a liderança influencia – positiva ou negativamente – o engajamento dos colaboradores. Mas será mesmo necessário? Você provavelmente observa isso em seu dia a dia. Em sua empresa talvez haja aquele líder admirado pelos colaboradores, que verdadeiramente vestem a camisa da empresa. E com certeza há aquele cuja equipe não faz nada além de cumprir sua obrigação, sem empenho, sem entusiasmo, sem criatividade. E o comprometimento de sua equipe, em que nível está?
A diferença entre o líder que engaja e o que não engaja é de atitude. Entenda-se por atitude um conjunto de comportamentos que, no caso da liderança engajadora, criam proximidade com os colaboradores, fazem-nos sentir-se valorizados, facilitam o desenvolvimento deles e os estimulam a contribuir com os resultados da organização.
Preparar líderes para exercer seu papel no engajamento das pessoas é possível. E é sobretudo necessário, se considerarmos que apenas 21% da força de trabalho brasileira é engajada segundo pesquisa do Instituto Gallup*. A empresa que desenvolver uma liderança engajadora estará não só construindo as bases para um desempenho superior, mas também tornando-se um lugar onde as pessoas têm satisfação em trabalhar.
(*) Closing the Engagement Gap: A Road Map for Driving Superior Business Performance, Towers Perrin International, 2008; Para cumprir tabela, Revista Melhor, dezembro/2007; Engajamento da Força de Trabalho Brasileira, Instituto Gallup, 2006