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Se você acha que tem de estar sempre certo…

… eu o convido a rever seus conceitos. É bem verdade que buscamos estar certos para nos sentir seguros ou garantir que as coisas aconteçam como achamos que devem acontecer. Mas daí a querer estar sempre com razão há uma grande diferença – e mais desvantagens do que vantagens.

Quem acha que tem de estar sempre certo:
. tem dificuldade para ouvir o que os outros acham
. não valoriza os pontos de vista alheios
. torna-se inflexível e teimoso
. irrita-se quando contrariado em suas opiniões
. pode parecer arrogante
. tem muito medo de errar
. distancia as pessoas de si próprio

Pensando bem, é realista achar que sempre temos de estar certos? Será que, num mundo que gera zilhões de informações por segundo, conseguimos ter todos os dados disponíveis para estar certos? Será que é humanamente possível ter todas as respostas? Será que não temos nada a ouvir e aprender com os outros?

Pensando bem, abrir mão da ideia de que temos de estar sempre certos nos torna mais dispostos a ouvir, mais abertos às contribuições dos outros, mais flexíveis, mais entrosados, mais sábios. E o que é melhor, nos livramos de um peso imenso que é o da obrigação de estar sempre certos

Quanto tempo dura uma adversidade?

Acreditar que os problemas são passageiros, que vão durar apenas por algum tempo, é uma das coisas que nos ajuda a encontrar forças para superá-los.

Pensar dessa forma, eu sei, pode não ser fácil quando estamos passando por uma adversidade. Mas se você olhar para trás e se lembrar de outras sitações difíceis que já enfrentou na vida, verá que que todas elas, de um jeito ou de outro, se resolveram. Lembrará da vez que recebeu a ajuda de alguém, daquele fato inesperado que mudou tudo, de uma solução que você encontrou e deu certo ou da forma corajosa como enfrentou determinado problema. Hoje você pode olhar para trás e pensar: realmente, tudo passa.

Já que tudo passa, alimente sempre essa certeza. Quando estiver vivendo uma adversidade, diga a si mesmo que amanhã será outro dia, que você está vive uma fase passageira, que tudo poderá mudar de uma hora para outra. Esse modo de pensar é uma das características das pessoas que têm resiliência, a capacidade de superar adversidades com uma atitude positiva.

Veja a descrição de uma palestra sobre este tema clicando aqui

 

Liderança engajadora pode elevar o comprometimento da equipe

Você lidera uma equipe e volta e meia se aborrece com demonstrações de falta de comprometimento das pessoas? Se lhe serve de consolo, você não é o único com esse problema. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup (*) com organizações brasileiras mostra que apenas 21% dos profissionais estão engajados no trabalho; 61% estão desengajados e fazem o necessário para manter o emprego; e 18% estão ativamente desengajados, reclamam da empresa e chegam a ter comportamentos que a prejudicam.

Problemas pessoais, falta de perspectiva de crescimento na empresa, trabalho pouco estimulante e incompatibilidade com a cultura da organização são algumas das razões para o desengajamento apontadas por especialistas em gestão de pessoas (**). E sabe qual é razão que encabeça essa lista? É a qualidade da liderança. Mas assim como a liderança pode provocar desengajamento, pode também criar engajamento. Eis, enfim, a boa notícia deste artigo: você, líder, pode influenciar positivamente o comprometimento de sua equipe por meio de determinados comportamentos e instrumentos.

Essa é a ideia dos pesquisadores britânicos Beverly Alimo-Metcalfe e John Alban-Metcalfe, que há tempos estudam o assunto e publicaram suas conclusões pelo Chartered Institute Personnel and Delevopment, do Reino Unido. Ao longo de três anos, eles acompanharam o dia a dia de líderes e suas equipes em uma institução de saúde da Inglaterra e constataram que os comportamentos da liderança engajadora elevam o comprometimento, a produtividade e o bem-estar dos colaboradores.

Meu mais novo trabalho como coach e instrutora de cursos corporativos – Liderança engajadora: como elevar o comprometimento de sua equipe – é um amálgama das ideias dos Metcalfe com conceitos de Daniel Goleman (inteligência emocional), Ken Blanchard (liderança situacional), David McClelland (natureza motivacional dos indivíduos) Peter Senge (A Quinta Disciplina) e técnicas de coaching. Confira o programa do curso no post abaixo.

(*) Pesquisa realizada em 2006 com 1012 profissionais de todas as idades em 16 capitais brasileiras
(**) Matéria publicada na Revista Melhor (http://revistamelhor.uol.com.br/textos.asp?codigo=12159)

Workshop “Liderança engajadora: como elevar o comprometimento de sua equipe”

Profissionais engajados vestem a camisa da empresa, sentem-se responsáveis pela transformação de objetivos em resultados e estão dispostos a fazer esforços em benefício da organização. Num mundo corporativo de complexidade competitividade crescentes, o sucesso depende cada vez mais de colaboradores engajados – mas estes, infelizmente, são apenas 21% dos quadros das empresas brasileiras segundo pesquisa do Instituto Gallup. Elevar o nível de comprometimento das pessoas está na ordem do dia para as organizações.

Objetivos
. Despertar os líderes para seu o poder de engajar pessoas
. Proporcionar-lhes entendimento sobre os mecanismos que criam e destróem o comprometimento
. Orientá-los para o desenvolvimento de comportamentos que agregam pessoas
. Oferecer-lhes instrumentos para elevar o engajamento de sua equipe

Programa

Entendendo o comprometimento organizacional
. Como anda o comprometimento do brasileiro com a organização
. Fatores que favorecem e desfavorecem o comprometimento
. A liderança como fomentadora do comprometimento da equipe
. O modelo de três focos da liderança engajadora

Foco no autoconhecimento e autodesenvolvimento do líder
. Os comportamentos da liderança engajadora
. Instrumentos: Feedback 360 e autocoaching

Foco na percepção e desenvolvimento de pessoas
. Reconhecendo a natureza motivacional, a geração e o grau de maturidade dos colaboradores
. Instrumentos: escuta ativa, feedbacks positivo e corretivo, estilos de liderança

Foco na mobilização da equipe
. O que move as pessoas na mesma direção
. Instrumentos: ideias governantes / visão compartilhada

Duração: 8 horas

Curso in company: solicite informações para regina.giannetti@terra.com.br

Por que executivos promissores fracassam?

A princípio, eles eram considerados brilhantes e talentosos, verdadeiros high potentials. Foram promovidos a cargos de liderança, mas, contrariando todas as expectativas, não se deram bem. Então vem a pergunta: por que executivos promissores fracassam?

Um estudo do Center for Creative Leadership, realizado pelos pesquisadores Morgal McCall e Michael Lombardo, traz algumas respostas a essa pergunta. Segundo esses autores, nos executivos que fracassam aparecem as seguintes características:

. São ríspidos e intimidam as pessoaa
. São frios e arrogantes
. Têm ambição demais
. Traem a confiança de seus subordinados e pares
. Têm problemas específicos de performance
. São incapazes de pensar estrategicamente
. São incapazes de delegar e trabalhar em equipe
. Têm dificuldade de relacionamento com seus chefes

Note que entre as oito características citadas acima, nada menos do que seis são puramente comportamentais – as exceções são a incapacidade de pensar estrategicamente e problemas específicos de performance, que podem ser consideradas competências técnicas.

É a velha história: certos profissionais se destacam porque têm muita competência técnica e fazem magistralmente seu trabalho. Então são promovidos a cargos de liderança, cujo exercício requer competências comportamentais que até então não eram exigidas, e aí os novos executivos caem do cavalo. Coaching neles!