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(Vídeo) Liderando para o engajamento da equipe

Autoconsciência, gerenciamento do stress, gestão de pessoas e comunicação eficaz: quatro chaves para a liderança que favorece o engajamento da equipe.

O delicado equilíbrio entre meta, superação e satisfação

MetasEstabelecer metas nas diversas áreas da vida é fundamental para os seres humanos. Afinal, o desejo de alcançar uma meta nos impulsiona a agir, desenvolver novos recursos, crescer e nos superar. E quando atingimos a meta, como é bom! Nos sentimos satisfeitos conosco mesmos e desfrutamos da nossa conquista.

Bem, assim deveria ser, mas nem sempre é. Nem toda meta leva à superação e à satisfação. E isso ocorre, basicamente, em duas situações:

1. Quando a meta é muito alta, está acima das nossas capacidades. Então, apesar de todos os esforços que fazemos, não conseguimos alcançá-la. Talvez até tenhamos nos superado em alguns aspectos, mas, como não atingimos a meta, não nos sentimos satisfeitos.

2. Quando a meta é modesta, requerendo de nós apenas aquilo que já estamos acostumados a fazer para alcançá-la. Nesse caso, não precisamos desenvolver novos recursos, não crescemos nem nos superamos. E embora tenhamos sucesso em alcançar a meta, a satisfação pode não ser completa porque não houve superação – apenas continuamos “na mesma”.

A questão agora é: por que estabeleceríamos metas muito altas ou modestas para nossa vida? O que está por trás dessas escolhas?

Talvez escolhamos metas muito elevadas porque nos comparamos com os outros e não queremos ser “menos” do que eles. Ou porque somos muito exigentes conosco, como se precisássemos conseguir cada vez mais para provar nosso valor pessoal. Ou porque estamos aceitando metas irreais que outras pessoas determinam para nós. Ou tudo isso junto.

Quem sabe escolhamos metas modestas porque não queremos ter muito trabalho. Porque não queremos assumir riscos – vai que não dá certo… Porque talvez não acreditemos muito em nós mesmos, então não arriscamos para não nos frustrar. Ou será que é porque não nos consideramos merecedores de certas coisas, então nem nos permitimos desejá-las?

Não sei se existe uma fórmula para estabelecer metas que levem à superação e à satisfação. Mas penso que funciona escolher uma meta que realmente faça sentido para nós, sem nos compararmos com os outros nem nos deixar influenciar pelo que pensam. Que nos entusiasme a fazer coisas novas, a buscar crescimento. E que seja alcançável, para que tenhamos a satisfação de realizá-la e desfrutar dela. Porque quanto mais realizamos, mais nos motivamos a realizar. E assim, de meta em meta, seguimos nos expandindo.

Exercício para praticar a autoconsciência emocional

Inteligência Emocional / Autoconsciência - Regina Giannetti D. Pereira No artigo “Mapa das competências de inteligência emocional para o trabalho”, destaquei a importância da autoconsciência emocional, que é uma espécie de pedra fundamental para todas as outras competências. Afinal, se IE é a habilidade de gerenciar nossas emoções para responder adequadamente às situações da vida, precisamos no mínimo estar atentos ao que sentimos para ser capazes escolher a melhor maneira de agir ante a situação.

Para recapitular, autoconsciência emocional significa reconhecer as próprias emoções e seus efeitos, e os principais indicadores de que temos essa competência são: identificar as emoções que sentimos e os motivos porque sentimos; entender a ligação entre o que sentimos e o que pensamos a respeito da situação que causa a emoção; e reconhecer como aquela emoção afeta nossas ações.

Há um exercício bastante simples para praticar a autoconsciência emocional. Toda vez que você for pego por uma emoção incômoda, faça a si mesmo as perguntas abaixo nesta ordem, uma a uma, somente passando para pergunta seguinte quanto tiver obtido a resposta:

1. O que estou sentindo agora? Que nome dou a essa emoção?
2. Qual é a situação que está causando essa emoção?
3. Qual é meu pensamento sobre essa situação?
4. De que maneira estou agindo por causa dessa emoção?
5. Que impacto essa maneira de agir causa (em mim mesmo, nos outros, em minha vida)?
6. Qual é a competência de IE necessária para lidar com essa situação?

É um exercício simples, mas poderoso, que nos faz prestar atenção ao que se passa conosco, questionar causas e efeitos e descobrir que competência precisamos utilizar ou desenvolver. Digamos que você sinta o coração apertado quando tem de lidar com um projeto em seu trabalho. Questionando qual é a emoção e qual é a situação que a provoca, você se dá conta que está com um certo medo da mudança que esse projeto trará; que devido a esse medo, você está empurrando algumas tarefas com a barriga, o que, além de prejudicar o projeto, pode dar aos outros a impressão de que você não está comprometido com o trabalho. Por fim, ao perguntar-se de que competência de inteligência emocional precisa para lidar com a situação, você percebe que é a adaptabilidade.

Experimente praticar a autoconsciência emocional. Além de lhe trazer mais autoconhecimento, ela lhe dará grandes “insights” para lidar com as situações da vida.

Autoconsciência (mapa de competências de Inteligência Emocional)

Autoconsciência 2Autoconsciência é a dimensão do “eu me conheço”, que nos faz conscientes dos nossos pontos fortes e limitações, daquilo que altera as nossas emoções e dos impactos que elas geram. De todas as dimensões de IE, essa é a mais importante, pois suas competências formam a base necessária para desenvolvermos as outras.

Autoconsciência emocional  - Reconhecer as emoções e seus efeitos
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):
- Identifica as emoções que sente e por que as sente
- Entende a ligação entre o que sente e o que pensa
- Reconhece como as emoções afetam suas ações

 Auto-avaliação precisa – Conhecer suas capacidades e limitações
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):
- Tem consciência de seus pontos fortes e fracos
- É capaz de refletir sobre as experiências vividas e aprender com elas
- Aceita comentários (feedback) de outras pessoas sobre suas atitudes
- Sabe rir de si mesma

Autoconfiança – Ter confiança em si mesmo
O que faz a pessoa que tem essa competência (indicadores):
- Sabe do que é capaz
- Tem disposição para assumir desafios
- Expressa suas opiniões com franqueza, mesmo que possam desagradar alguém
- Mostra-se como uma pessoa segura

Outras dimensões de competências de IE:
Autocontrole
Automotivação
Consciência do outro
Habilidades sociais

Este assunto faz parte do workshop “Desenvolvendo a Inteligência Emocional”

O coaching pode ajudá-lo a desenvolver competências de Inteligência Emocional: clique para saber como