Uso de abreviações (erros comuns em e-mails)

15/07/2009

O uso de palavras e expressões abreviadas aparece em terceiro lugar no ranking dos 10 erros mais comuns em e-mails segundo estudo de uma consultoria americana*.

Imagino que alguns leitores, especialmente os mais jovens, estejam indignados com o fato de que abreviar seja considerado errado, mas estamos nos referindo aos e-mails de uso corporativo, claro. É preciso fazer uma distinção entre as mensagens que trocamos como nossos amigos e as que escrevemos no trabalho – para um cliente, um chefe, um colega de outro departamento ou parceiro de negócios.

Com nossos amigos, temos liberdade para nos expressar de modo mais informal e próximo, e não há problema algum usar vc, tb, pq, blz, flw e outras abreviações que tornam o escrever mais prático. Já as mensagens que redigimos no trabalho devem refletir o modo como nos relacionamos com as pessoas do trabalho. Você fala de assuntos pessoais ou usa gírias com o gerente de uma empresa para o qual está apresentando seus produtos? Você chama o chefe pelo apelido de infância dele ou comenta detalhes sobre o último programa que fez com seu(a) namorado(a)? Pois é, imagino que você não tenha muita intimidade com essas pessoas, e por isso mesmo não cai bem usar com elas as mesmas formas de expressão que usa com aqueles que são mais chegados.

Além de dar um tom de informalidade às suas mensagens, as abreviações podem também não ser compreendidas por quem as lê, o que não é nada bom quando se trata de trabalho. Quem garante que o destinatário de sua mensagem entenderá que “px fds” significa “próximo fim de semana”? Você nunca viu pessoalmente muitas pessoas para quem manda e-mails, e certamente entre elas há quem não esteja acostumado com a linguagem do MSN, do Twitter ou das salas de bate-papo que há por aí. Pelo sim, pelo não, é melhor escrever as palavras com todas as letras para que ninguém interprete mal o que você quer dizer.

* Pesquisa realizada pela Sterling Consulting, dos EUA. Veja o post que originou esta série: Dez erros comuns em e-mails


Turbine sua carreira escrevendo artigos e livros

08/02/2009

A competição no mercado de trabalho, mais acirrada a cada dia que passa, obriga as pessoas a fazer de tudo para se diferenciar. É MBA, pós-graduação, especialização, curso de idioma estrangeiro, treinamento disso e daquilo… Sem dúvida, adquirir novos conhecimentos e competências é essencial para uma carreira de sucesso, mas ainda não é tudo. É preciso que o profissional saiba colocar-se em evidência, e um recurso muito eficiente para isso é escrever artigos e livros.

 

É prática corrente entre head hunters e gestores de recursos humanos levantar informações sobre profissionais na internet. Se a pesquisa apontar que a pessoa em questão tem página na web, colaborou com artigos para um site, publicou monografia ou livro, isso poderá favorecê-la no processso seletivo por uma vaga de trabalho ou promoção dentro da empresa.

 

Se jamais lhe ocorreu a idéia de ter artigos e livros publicados, talvez tenha chegado o momento de pensar nisso, ainda mais quando os avanços da tecnologia e a popularização da internet facilitam tanto a divulgação de conteúdos. Hoje, está ao alcance de qualquer profissional ter um site ou blog. Há um grande número de portais sobre as mais diversas áreas do conhecimento, que aceitam de bom grado artigos de colaboradores. Quanto à publicação de livros, já nem é preciso ser patrocinado por uma editora: pode-se recorrer à produção independente publicar, a preços bastante acessíveis, pequenas tiragens em bureaus de artes gráficas e impressão.

 

Realmente, não faltam facilidades para publicar seus trabalhos. Ao fazer isso, você divulga seus conhecimentos e idéias, torna-se mais conhecido e passa a ser percebido como profissional atuante e influente. Você se destaca! Para para quem faz carreira em empresas, a exposição nos meios de comunicação cria visibilidade no mercado de trabalho, gerando oportunidades de ascensão profissional; para profissionais autônomos como médicos, advogados, terapeutas ou consultores, ajuda a atrair clientes e negócios.

 

Escrever artigos – Se você considera a possibilidade de escrever, comece pelos artigos, que podem ser curtos e pontuais, mais rápidos de produzir e fáceis de publicar. Para obter melhores resultados, fique atento a estes pontos:

 

* Adequação ao público – Ao escolher o assunto que irá desenvolver, pense no leitor. Que tema é interessante para ele? Qual é a melhor abordagem do tema considerando a realidade e as características do leitor? Qual é a linguagem mais apropriada para falar com ele?

 

* Lógica expositiva – Para cativar a atenção do leitor e facilitar o entendimento, o texto deve logo de início dizer a que veio. Se for informativo, deve começar por uma síntese do assunto e seguir com as informações complementares; se for dissertativo, começar pela tese (ou ponto de vista que se deseja expor) e seguir com argumentos.

 

* Redação correta, clara e objetiva -  Certifique-se de que seu texto não tem erros de português e é plenamente compreensível. Peça para alguém revisá-lo, se for o caso. Caso você constate que escorrega na gramática ou na articulação de idéias, vale a pena fazer uma reciclagem em língua portuguesa. Tenha em mente que um artigo mal escrito comprometerá sua imagem em vez de promovê-la.

 

* Conteúdo relevante – As pessoas só investem seu tempo em leituras que lhes acrescentem algo. Assim, preocupe-se em fazer textos de conteúdo relevante, consistente, bem fundamentado, que faça diferença na vida do leitor. Falar de amenidades ou obviedades não levará você a lugar nenhum.

 

Escrever livros – Quando você tiver adquirido certa prática em escrever e alcançado os resultados desejados com seus artigos, provavelmente estará pronto para aventurar-se na seara dos livros. Vão aqui algumas dicas:

 

* Pesquisa de mercado – Identifique as obras que já existem no segmento em que você pretende posicionar o seu trabalho, estude sua “concorrência”. Que abordagem os outros livros usam? A que público se dirigem? Quais são seus pontos fortes e fracos?

 

* Diferenciação – Se possível, idealize um livro que tenha algum diferencial em relação à concorrência. O diferencial pode estar em uma visão inovadora do assunto, no estilo de linguagem utilizado, até mesmo no público a que a obra se destinará. Suponhamos que você queira escrever um livro com estratégias de marketing para pequenos empreendedores e já existam vários livros técnicos sobre o tema. Nesse caso, poderia diferenciar-se com uma obra que analisa casos reais de empreendedores e indica estratégias aplicáveis a cada caso.

 

* Planejamento da obra – É bastante comum que escritores de primeira viagem percam o foco conforme avançam no livro e acabem produzindo uma obra com redundâncias ou questões deixadas em aberto, sem conclusão. Para evitar essas situações, é fundamental fazer um planejamento prévio, com a definição dos assuntos que serão abordados em cada capítulo e a sequência de capítulos.

 

* Leitura crítica- Terminada a redação do livro, escolha leitores que tenham interesse no assunto abordado, mas sem vínculo emocional com você: pessoas como amigos e parentes podem ter maior dificuldade em fazer críticas se necessário. Procure saber se os leitores compreenderam sua mensagem, se acharam a leitura agradável, se consideraram interessantes os seus pontos de vista. A opinião de um profissional (escritor ou editor) também pode ser muito útil.

 

* Como publicar? – Avalie qual é a alternativa de publicação mais interessante para você: via editora ou em produção independente. A produção independente é mais indicada para profissionais como professores, consultores ou palestrantes, que estão freqüentemente em contato com muitas pessoas e têm facilidade em divulgar seus livros. Já a publicação via editora é vista como um aval para a qualidade da obra, sobretudo se a editora for bem conceituada. Nesse caso, é fundamental escolher uma empresa que tenha tradição e relevância no segmento editorial em que seu livro se encaixa. Uma obra sobre marketing para pequenos empreendedores, por melhor que seja, não irá interessar àquela grande editora que publica as melhores e mais vendidas obras de literatura.

 

E então, que tal a idéia de começar a escrever? Faça uma experiência: redija um artigo, divulgue entre pessoas de razoável senso crítico e peça o feedback delas. Conheça seus pontos fortes e aprimore os pontos fracos. Escrever requer prática e às vezes um pouco de persistência, mas vale a pena: é algo que realmente poderá turbinar sua carreira.

 

Veja a descrição de meu curso sobre esse assunto


Um pouco além da reforma ortográfica

10/01/2009

Parece que a reforma ortográfica da Língua Portuguesa, que entrou em vigor em 1o de janeiro, já começa a repercutir no mundo corporativo. Logo nos primeiros dias do ano, um repórter de um grande jornal de São Paulo me ligou para saber se executivos estavam em busca de cursos sobre a reforma. Pouco depois, fui procurada por uma empresa que desejava contratar palestra sobre o assunto. Pensei com meus botões: então as pessoas estão mesmo preocupadas com as mudanças na forma de escrever o português!

 

Essa preocupação é louvável, sem dúvida. Mas espero que não desvie o foco de questões ainda mais importantes em matéria de comunicação escrita. Saber que caiu o acento de ideia e voo pouco acrescenta à qualidade do texto de um profissional que ignora a pontuação das frases. Saber que contra-senso escreve-se agora contrassenso não melhora muito a imagem de alguém que erra em concordância verbal. Saber que não se usa mais trema faz pouca diferença na comunicação de alguém que escreve e-mails confusos, prolixos e pouco objetivos.

 

Assim, se você é um dos profissionais preocupados em ficar por dentro da reforma, vá em frente – mas sabendo que conhecer as novas regras está longe de ser o suficiente. Aproveite que seu interesse está voltado para a Língua Portuguesa e olhe um pouco além da reforma ortográfica. Procure saber em que aspectos da gramática você precisa aperfeiçoar-se e se a forma como escreve é clara, concisa e objetiva. Para isso, peça a opinião de pessoas que escrevem bem – amigos, parentes, colegas de trabalho ou profissionais das letras. Os feedbacks recebidos indicarão se é o caso de você buscar um curso de reciclagem em português ou treinamento em comunicação escrita.

 

E quanto à reforma ortográfica em si, sossegue, pois não é nenhum bicho de sete cabeças. Especialistas calculam que ela altera a grafia de não mais do que 2% das palavras. Parte dessas mudanças são fáceis de memorizar. É o caso:

 

. Das palavras que levavam trema, como freqüente e seqüência. O trema foi extinto, de modo que passamos a escrever frequente, sequencia, quinquenio, linguiça etc;

 

. Das palavras terminadas em ôo e êm. Esse acento caiu, e com isso escreve-se voo, leem, enjoo, perdoo, creem, veem etc;

 

. Das palavras pára (do verbo parar), pêlo (do bigode, do braço), pêra (fruta), fôrma (de bolo) e pólo (esporte). Agora elas não são mais acentuadas: escreve-se para, pelo, pera, forma e polo.

 

Já as mudanças no uso do hífen, na acentuação nos ditongos abertos éi e ói em paroxítonas (como nas palavras idéia, paranóia, heróico, geléia) e da letra u em alguns casos são um pouco mais detalhadas difíceis de memorizar. Nesses casos, é melhor consultar um dos vários guias da reforma ortográfica ou novos dicionários já disponíveis no mercado. Logo você também terá a ajuda de novas versões de corretores ortográficos para computador, sites de internet e sabe lá o que mais vão inventar…

 

Por último, não se aflija para assimilar imediatamente a nova ortografia. Estamos ainda em um período de transição, no qual temos o direito de errar. Só a partir de 2012 é que a concordância com as novas regras será formalmente exigida.

Veja como é minha palestra sobre esse assunto

Quer saber mais sobre as mudanças da reforma? Clique aqui


Três dicas para uma boa apresentação corporativa

22/11/2008

Compartilho com vocês a resposta dada a um leitor deste blog, que me enviou um e-mail com a seguinte pergunta: “Se você tivesse que escolher as três principais dicas de seu curso sobre como montar apresentações, quais seriam?” Isso é que é ir direto ao ponto, heim? Bem, espero que as supersintéticas dicas a seguir tenham sido úteis para o leitor e sejam para você também. Aí vão elas:

 

1. A boa apresentação é aquela que mostra o produto/serviço segundo os interesses e necessidades do público-alvo. Ao preparar uma apresentação, faça a si mesmo perguntas como: “Quais são os benefícios que meu produto oferece a esse público? O que torna o produto atraente para essas pessoas? Que mudanças ou possibilidades o produto agrega à vida delas?” Ao responder essas perguntas, você estará listando as “boas notícias” que tem a dar para seu público: coloque-as logo no início da apresentação.

 

2. Faça uma apresentação rápida, com algo entre 10 e 20 minutos (depende da quantidade de informação que tiver para dar). Selecione as informações realmente importantes, que complementam ou explicam as “boas notícias” que você deu no começo. Não adianta querer dar muita informação, as pessoas não guardam. Considere que a função da apresentação é despertar o interesse sobre o produto e motivar o público a saber mais. O melhor sinal de que você “atingiu o alvo” é que as pessoas tenham perguntas depois que a apresentação terminar.

 

3. A função do suporte visual (Powerpoint) é projetar imagens, fotos, gráficos ou demais informações visuais, para ajudar as pessoas a entenderem o que você fala. Não encha seus slides de textos e jamais fique lendo a tela para o público, isso torna a apresentação monótona. Você deve dominar plenamente o conteúdo que irá apresentar e não precisar ler slides. Na maior parte do tempo, fale olhando para a platéia e mantenha contato visual com as pessoas.


Cuidado com a pontuação de seus e-mails

08/09/2008

Pouca gente se dá conta de como é importante pontuar adequadamente um e-mail. A falta de um simples ponto de interrogação, por exemplo, pode causar um belo mal-entendido. Pontos de exclamação mal empregados chegam a dar impressão de que o autor da mensagem está irritado, enquanto o uso indiscriminado de reticências sugere hesitação.

 

Você já havia parado para pensar nessas “sutilezas”? Se não, vale a pena relembrar a função de alguns sinais de pontuação que as pessoas têm usado a torto e a direito por aí – na verdade, mais a torto do que a direito. 

 

 

Reticências

Sua função é marcar a interrupção de uma frase e indicar:

 

Hesitação, surpresa, timidez, dúvida, suspiro
. E se… e se tiver que viajar amanhã?

. Será que eu vou…. Será que eu fico…

. Esperava encontrar as coisas em ordem… mas que bagunça encontrei!

. Ano após ano, tenho lutado por essa promoção…

 

Uma idéia incompleta, deixada no ar

. Será que…

. Água mole em pedra dura…

. Aquele cara é um…

 

Portanto, cuidado: … se você gosta de separar suas frases com esses simpáticos pontinhos…que servem para tudo… e dispensam a vírgula…. o ponto… e a maiúscula no começo da frase… poderá causar, no leitor de sua mensagem, a impressão de que você é uma pessoa hesitante, insegura ou lacônica.

 

 

Ponto de exclamação

Expressa surpresa, espanto, ênfase ou admiração. Seu uso dá um tom emocional à mensagem:

 

. Preciso deste relatório o mais depressa possível!

. Antônio! O cliente já ligou várias vezes procurando por você! 

. Nosso estoque está se esgotando, temos poucas unidades à venda!

 

Portanto, cuidado!!! Os pontos de exclamação devem ser usados com muito critério na comunicação corporativa, pois podem dar um tom aflito, exagerado ou irritado à mensagem!!!!

 

 

Interrogação

Serve para expressar uma pergunta ou questionamento:

 

. Você tem condições de aprontar o material para amanhã?

. O fornecedor vai entregar o material a tempo?

 

Portanto, cuidado. Se você esquecer de usar o ponto de interrogação no final de uma pergunta, quem lê sua mensagem pode entendê-la como afirmação:

. Você tem condições de aprontar o material para amanhã

. O fornecedor vai entregar o material a tempo

 

 

Ponto

Marca o término da frase. Utilizado em conjunto com a letra maiúscula no começo da frase, o ponto é fundamental para a organização das idéias:

 

. A apresentação do comitê foi ótima. Para mim não ficou nenhuma dúvida. Sobre o projeto novo, decidimos acelerar aquela obra que estava parando. O Jorge estava inspirado. Ao chegar, me ligue.

 

Portanto, cuidado. Se você não marcar onde termina uma frase e onde a outra começa, elas poderão ficar “emboladas”, dificultando a compreensão de quem lê a mensagem:

 

. A apresentação do comitê foi ótima para mim não ficou nenhuma dúvida sobre o projeto novo, decidimos acelerar aquela obra que estava parando o Jorge estava inspirado ao chegar, me ligue

 


Será que você tem vícios de linguagem?

18/08/2008

Sim, é bem provável que você tenha pelo menos um vício de linguagem. A maioria de nós tem, por motivos que veremos mais adiante. Mas vamos começar este artigo pelo ponto de partida: de que vícios estamos falando?

 

Os gramáticos definem vícios de linguagem como desvios da norma-padrão (o português correto). Quem trabalha como oratória também usa o termo para referir-se a palavras, expressões e gírias que usamos a todo instante, e são esses casos que abordo aqui. Por exemplo: , não é?, certo?, , entende?, , hum, ééé, enfim, quer dizer, sabe?, olha só, então e outros. O gerundismo – a mania de dizer vou estar ligando e similares – também é um vício de linguagem.

 

O uso repetitivo de certas expressões deve ser combatido, pois empobrece nossa linguagem, cansa os interlocutores e chega a ser motivo de piada. Você mesmo já não tirou um barato de alguém que a todo instante falava “compreende?” ou terminava cada frase como um “”? Pois então. Somos bons em identificar os vícios dos outros. Só não conseguimos perceber os nossos próprios, mesmo porque são automáticos, são cacoetes.

 

O hábito é um dos fatores que fazem surgir vícios de linguagem. Um típico exemplo são as pessoas que usam o gerundismo: elas se acostumaram a dizer que vão estar fazendo isso e aquilo e usam essa forma de expressão a todo instante. O mesmo acontece com alguns jovens em relação a gírias. Meus filhos, que são adolescentes, não completam uma frase sem dizer tipo, ou velho. Um diálogo entre eles é mais ou menos assim:

 

- Nossa, velho, tô mó com fome!

- Tipo eu ontem, mó esqueci de levar o lanche pra escola.

- Mó estômago roncando, velho.

 

Muitas pessoas também caem nos vícios de linguagem porque sua fala é mais rápida que o pensamento. Enquanto o cérebro organiza as idéias, a boca continua falando – e como o pensamento não está completo surgem o né?, o entende ou o enfim, palavras que não dizem nada, apenas ocupam as brechas entre as idéias.

 

Você talvez esteja se perguntando como descobir seus vícios de linguagem. Bem, é muito simples. Basta observar-se para saber se repete alguma palavra ou expressão com muita freqüência. Se essa prática de auto-observação for difícil para você, grave suas conversas ao telefone, por exemplo, ou pergunte às pessoas mais próximas (e sinceras) se elas percebem vícios em sua fala.

 

Tornar-se consciente de um vício de linguagem é o primeiro passo para livrar-se dele. Caso você tenha algum por questão de hábito, eduque-se para não repetir o hábito. Caso seu problema seja falar mais rápido do que pensa, treine-se para falar mais pausadamente: com isso, você dará tempo para completar o pensamento e evitará os enfim, e quer dizer. Foi assim que me livrei do incômodo que usava repetidamente quando comecei a dar cursos. Certo dia me deram um toque que eu falava muito essa expressão, e a partir daí comecei a me policiar e falar mais pausadamente, até banir o de minhas frases.

Leia também: artigo sobre gerundismo


A importância de expandir o vocabulário

12/08/2008

Lembra dos testes de vocabulário que você fazia na escola? Aqui vai um deles, bem simplezinho:


1. Grassa:
(a) engraxa  (b) propaga  (c) encanta

2. Estertor:
(a) ruído respiratório  (b) insrumento cirúrgico  (c) tipo de profissão

3. Aquiescer:
(a) responder   (b) esclarecer   (c) consentir

4. Escusas:
(a) estranhas   (b) desculpas  (c) excluídas

E então, que tal o teste? Fácil? Difícil? Deu vontade de olhar no dicionário? Ou será que você pensou em perguntar algum significado para aquele seu tio que é craque em palavras cruzadas?

Um teste tão limitado não serve para avaliar a abrangência de seu vocabulário, é claro. Meu objetivo foi apenas fazê-lo refletir sobre a importância disso para a vida profissional e o desenvolvimento pessoal.

 

Veja, quanto mais palavras conhecemos, maior é nossa capacidade de expressão e compreensão da realidade, pois é por meio das palavras que adquirimos conhecimento.

 

Um estudo feito nos Estados Unidos demonstra, inclusive, que há uma ligação direta entre o tamanho do vocabulário das pessoas e a posição hierárquica que ocupam na empresa. Segundo essa pesquisa, profissionais que têm ocupações menos qualificadas dominam até 5 mil palavras; os que têm cargo de gerência, até 50 mil palavras; e os altos executivos dominam mais de 50 mil palavras.

 

O ideal é que nosso vocabulário esteja em constante expansão. Para isso, é fundamental cultivar o hábito da leitura, mas a boa leitura: jornais de grande circulação, livros de qualidade, revistas bem conceituadas. Mantenha um dicionário por perto e procure o significado de palavras que não conhece. E já que você consultará o dicionário, memorize a grafia do vocábulo. Conhecer muitas palavras é bom, escrevê-las corretamente é ainda melhor.

Palavras e estão para as idéias como os tijolos estão para as construções. Algumas centenas de tijolos bastam para fazer uma casa de quarto-sala-cozinha-banheiro, mas milhares são necessários para erguer uma catedral. E para edificar um vasto conhecimento e idéias sofisticadas, de quantas palavras você precisaria? Pense nisso.

Agora, confira as alternativas corretas:
1b; 2a; 3c; 4b

 


Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique

29/07/2008

Na teoria, todo mundo sabe que o e-mail sobre questões de trabalho precisa ser objetivo, claro e enxuto. Mas, na prática, muita gente se enrola para escrever quando o assunto é um pouquinho mais complexo ou precisa-se explicar alguma coisa. Um típico exemplo disso foi o e-mail que recebi de um escritório de contabilidade tempos atrás. Respire fundo antes de ler, você vai precisar. Lá vai:

 

A MP nº 351/07, divulgada no DOU em 22/1/07, alterou o prazo de recolhimento da GPS do dia 2 para o dia 10 do mês seguinte à competência.

 

O art. 62, § 3º, da Constituição Federal/88 estabelece que as medidas provisórias perderão a eficácia, desde sua edição, caso não sejam convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período.

 

Como até o momento não foi publicada a conversão da referida MP, e na falta de uma norma que venha a estabelecer novo prazo de vencimento da GPS, vigorarão as disposições anteriores à Medida Provisória, ou seja, o prazo de vencimento do INSS voltará para o dia 2 do mês seguinte ao da competência como determina a legislação (art.216 do Decreto nº 3048/99 e art.94 da IN nº 3/05).

 

Com base no exposto, recomenda-se que as empresas, com base na CF/88 e de maneira preventiva, paguem suas contribuições da competência Maio no dia 2/junho, evitando-se possíveis penalidades caso venham recolher no dia 10 conforme previsão na MP nº 351/07.

 

É bem provável que você tenha ficado confuso com a mensagem. Ou será que nem teve paciência de chegar ao final? Quanto a mim, confesso que o e-mail deixou o Tico e o Teco, meus dois neurônios, à beira de um ataque de nervos. MP, parágrafo da Constituição Federal, DOU… Socorro!

 

Mas sabe o que achei pior? Foi que, depois de ter tido certo trabalho para decifrar siglas e e entender que raios estava acontecendo, encontrei a informação que realmente interessava no último parágrafo, que eu traduzi como “desconsidere o que foi dito anteriormente e continue pagando seu carnê do INSS no mesmo dia de sempre”. 

 

Não é incrível? Tanto detalhe, tanta informação, e no final das contas o mais importante eram as três linhas finais da mensagem. Pensando bem, esse e-mail bem que poderia ser assim:

 

Recomendamos que a contribuição para a Previdência Social (GPS) referente ao mês de maio seja paga no dia 2 de junho.

 

Embora esteja tramitando no Congresso Nacional uma Medida Provisória que altera a data desse recolhimento do dia 2 para o dia 10, ela até agora não foi convertida em lei. Assim, permanece, por enquanto, a data atual.

 

Que tal agora? O e-mail melhorou um bocado, não? Observe que a informação mais importante para quem recebe, que é o que fazer, já vai logo no começo da mensagem. Em segundo lugar ficou toda aquela explicação, o por que fazer, mas bem resumida, sem detalhes que só servem para confundir e desviar o foco do que realmente interessa.

 

Entende agora o que quero dizer como “primeiro comunique, depois explique”? Então observe essas dicas:

 

1. Antes de começar a escrever um e-mail, pergunte a si mesmo “que resultado desejo obter com essa mensagem?” ou “o que desejo que o leitor faça?”. Inicie seu e-mail com a informação que levará o leitor a fazer o que você deseja.

 

2. Deixe as explicações ou justificativas para segundo plano. Seja sintético, ou seja, procure explicar-se resumidamente, sem entrar em muitos detalhes. Escreva o que é essencial e da maneira mais simplificada possível.

 

3. Evite o uso de termos técnicos, expressões ou siglas que podem não ser conhecidos pelo destinatário da mensagem. Caso seja necessário usá-los, explique o que significam.

 

Lembre-se de que vivemos em um mundo globalizado que gira em alta velocidade. A agilidade na troca de informações tem de acompanhar esse ritmo, e por isso as mensagens devem ser objetivas, claras e precisas. Se o e-mail é longo ou confuso, quem o recebe não entende direito e manda uma pergunta, e aí você manda uma resposta…. E enquanto se fica nesse pingue-pongue, nada acontece.

 

Veja também um curso sobre este tema


Curso “Como roteirizar apresentações em PowerPoint

11/07/2008

Ter habilidade para realizar apresentações corporativas é importante para qualquer profissional que faz carreira em uma empresa, seja na área comercial, administrativa, técnica ou financeira. Nem todas as pessoas, porém, possuem o devido preparo para isso. Sem conhecer técnicas de comunicação e organização da informação, correm o risco de fazer apresentações pouco objetivas, maçantes e confusas, que não geram os resultados esperados.

Objetivo do workshop
Transmitir um método e parâmetros para a criação de apresentações “vendedoras”, objetivas e sucintas, que despertem o interesse do público, facilitem a compreensão do conteúdo e deixem uma mensagem clara.

Público-alvo
Profissionais corporativos ou autônomos que necessitam apresentar produtos e/ou projetos a clientes internos ou externos.

Conteúdo
* A apresentação como fenômeno de comunicação
* Mapeamento do universo de informações – O assunto da apresentação traz consigo todo um universo de informações que deve ser devidamente mapeado
* Identificação do público – Como adequar a mensagem ao público. Se você falar o que o seu ouvinte deseja ou precisa ouvir, conseguirá a atenção dele
* Definição do “gancho” – O recurso utilizado pelos profissionais de comunicação para despertar o interesse do público
* Definição do conteúdo – Como selecionar as informações realmente relevantes, levando em conta o perfil do público e o gancho escolhido
* Estrutura da apresentação – Criando um roteiro eficiente, que ajude o público a acompanhar a apresentação e facilite a retenção do conteúdo
* Cuidados com a fala – Evitando erros que comprometem a imagem do apresentador
* Criação do suporte visual – Critérios para o uso adequado do PowerPoint, focalizando quantidade de slides, volume de texto, design do slide, emprego de imagens, animações e outros recursos da ferramenta

Duração:

8 horas
Número máximo de participantes: 30

Metodologia
A oficina tem uma parte expositiva e uma parte prática, na qual os participantes aplicam as técnicas ensinadas, fazem uma “apresentação relâmpago” e recebem imediato feedback da instrutora.
 

 

 

 

 

 


Escrever bem é competência valorizada no mercado de trabalho

30/06/2008

Que expectativa o diretor de uma empresa criaria sobre o trabalho de alguém que lhe manda um e-mail assim:

“Presado sr silva
p/ meio desta gostaria de estar encaminhando anexo prop de trab da equipe que sou cordenador , projetos integrados apresentando soluçoes que nossa empresa precisa devido os prob logísticos anteriormente apresentados. A sua disposiçao, abs…”

Ao considerar o modo desorganizado e descuidado como a mensagem foi escrita, talvez o diretor não ficasse muito entusiasmo em ler a proposta. Prezado com “s”, nome próprio com minúscula, gerúndio inadequadamente empregado, falta de acentuação e pontuação, palavras abreviadas, idéias mal articuladas… Se uma mensagem de poucas linhas já tem tantos problemas, quantos não terá a proposta? Será que vai dar para entendê-la? Que nível de qualidade se pode esperar do trabalho de uma pessoa que escreve assim?

É uma pena que profissionais de iniciativa e boas idéias, tecnicamente qualificados e comprometidos com os resultados da organização se exponham ao mau julgamento por não escreverem com clareza e correção. Muitos acreditam que a boa redação é apenas um “detalhe”, mas suas empresas não pensam assim. Elas valorizam cada vez mais as competências em comunicação, tanto na fala como na escrita. Vêem a capacidade de formular mensagens bem articuladas, claras e objetivas como um fator de alto desempenho profissional, já que no acelerado mundo moderno a informação tem de fluir rápida e eficientemente, sem distorções nem mal-entendidos.

Não é à toa testes de redação estejam presentes nos processos seletivos de muitas empresas. Para outras tantas, a fluência da comunicação tem um significativo peso na carreira profissional. “É uma competência bastante considerada quando se pensa em promover alguém”, confirma Vera Vasconcellos, consultora da Career Center, em matéria recentemente publicada no caderno de empregos do jornal O Estado de São Paulo.

Em vista de tudo isso, escrever bem é um importante diferencial para o profissional moderno. Mais do que o domínio da língua portuguesa, a boa escrita indica alta capacidade cognitiva, raciocínio bem estruturado, bom nível cultural, zêlo e atenção a detalhes, características pessoais também valorizadas pelas organizações atualmente.

E você, como está em relação a essa competência profissional? Não se fie apenas em suas opiniões sobre si mesmo: peça um feedback às pessoas que normalmente lêeem suas mensagens, especialmente àquelas que você considera que escrevem bem. Pergunte-lhes se entendem facilmente o que você escreve e percebem erros de português em seus textos. Não tenha receio dos comentários dos outros e considere os problemas que eles eventualmente apontarão como oportunidades para o seu aperfeiçoamento.

Uma vez que você se conscientize da importância de escrever bem, o próprio interesse no assunto lhe trará progressos. Você se tornará mais cuidadoso com o que escreve, preocupado em se fazer entender e atento aos próprios erros. Sua percepção se ampliará e você naturalmente irá em busca de recursos para suprir suas deficiências.

Coloque em prática essa fórmula bastante simples que desenvolvi. Eu a chamo de fórmula QPPR:

Questione – Ao escrever, questione-se: “Estou indo direto ao ponto? Será que a mensagem está clara? Será que a grafia desta palavra está certa? Esta vírgula está bem colocada?”

Pesquise – Quando surgir uma dúvida ou mesmo uma simples suspeita de que algo possa estar errado com seu texto, consulte fontes de referência. Tenha sempre um dicionário e um livro do tipo tira-dúvidas de gramática ao seu lado e consulte-os.

Pergunte – Antes de enviar um documento importante, compartilhe-o com alguém que saiba comunicar-se bem. Peça a opinião e sugestões dessa pessoa. Você poderá se enriquecer muito com isso.

Revise – Faça um controle de qualidade de suas mensagens. Antes de enviá-las, releia e revise o texto.

E por falar em revisão, eu não poderia terminar este artigo sem apresentar uma alternativa para a mensagem que me serviu de gancho para a nossa conversa. Aí vai ela:

“Prezado Sr. Silva,
segue anexo o trabalho da equipe de Projetos Integrados, da qual sou coordenador. Apresentamos propostas de solução para os problemas logísticos da empresa discutidos em nossa última reunião. Coloco-me à disposição para esclarecimentos.Um abraço, …..”

Melhor agora, não?


Boa comunicação é um diferencial profissional

30/06/2008

Se você é um profissional que deseja ter sucesso na carreira, sabe que precisa estar em contínuo desenvolvimento para se destacar num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Provavelmente tem investido em cursos de especialização, de idiomas ou de reciclagem para aprimorar sua capacitação técnica. E pelo aperfeiçoamento de suas habilidades de comunicação, o que você tem feito?

Veja bem: não basta receber o melhor treinamento em liderança se você não tiver desenvoltura, foco e boa oratória para dirigir-se à sua equipe. Não basta ser uma sumidade em sua área de conhecimento se ninguém entende o que você fala. De pouco lhe valerá ter idéias brilhantes se, na hora de apresentá-las ao público, não souber ordená-las e argumentar de modo convincente. Tampouco adianta seguir à risca o figurino do marketing pessoal se suas mensagens escritas são confusas e repletas de erros gramaticais.

Seja você funcionário de uma organização, empresário ou autônomo, invista no aperfeiçoamento de sua comunicação. Torne-se capaz de fazer uma boa exposição de suas idéias, expressar-se de modo adequado e elegante, apresentar projetos com profissionalismo e ter diálogos que produzam entendimento. Isso é fundamental para sua carreira, seus negócios, sua imagem como profissional.

Vivemos no que os pensadores modernos chamam de “A Era da Informação”, na qual o conhecimento evolui e novas idéias surgem com rapidez jamais vista. O êxito na profissão requer não apenas ter acesso a essa informação, mas também ser capaz de difundi-la com objetividade, eficiência e clareza.

 


Curso “Otimizando a comunicação por e-mail”

30/06/2008

Devido aos avanços da tecnologia e o modo integrado como as empresas trabalham hoje, a troca de mensagens escritas é uma importante atividade para a maioria dos profissionais. Muitos, porém, têm dificuldades para redigir textos objetivos, claros e bem estruturados. Há ainda os que cometem erros de português ou não utilizam uma linguagem adequada para o ambiente de negócios. Nessas situações, podem ser comprometidos os resultados obtidos com as mensagens e a imagem de quem as escreve.

Objetivos do curso
* Transmitir técnicas para a estruturação de mensagens do dia-a-dia do trabalho, com destaque para o e-mail
* Dar dicas para a adequação de linguagem e modo de tratamento do destinatário
* Permitir ao aluno identificar suas deficiências no uso do idioma – “Quais são meus problemas e onde estou errando?”

Público-alvo
Profissionais autônomos ou que fazem carreira em empresas e utilizam mensagens escritas na comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros

Conteúdo
* Princípios básicos da comunicação
* Como ser objetivo na redação de mensagens
* A estrutura da mensagem conforme sua finalidade: informar, relatar, expor um ponto de vista, fazer uma solicitação e dar retorno de uma solicitação
* E-tiqueta (a etiqueta do e-mail)

* A linguagem adequada para o ambiente profissional
* Evitando os erros mais comuns: ortografia, crase, pontuação, regência verbal e concordâncias verbal/nominal

Duração: 8 horas

Leia também artigos sobre este tema:
Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique


Curso “Sete passos para montar uma palestra”

30/06/2008

É bastante comum a idéia de que, para dar palestras, basta ser desinibido e falar bem. De fato, ter carisma e boa expressão verbal/corporal é importante, mas não suficiente para dar uma boa palestra: é preciso saber expor o que interessa ao público de modo organizado, claro e fluente. Com este workshop, o participante saberá adequar objetivos, conteúdo e linguagem às necessidades do público; organizar suas idéias de maneira lógica; envolver a platéia e comunicar-se eficazmente com ela; e deixar uma mensagem clara, cumprindo com êxito sua missão como palestrante.

Objetivos do curso
* Despertar o senso crítico para aspectos de qualidade e eficácia da palestra
* Ensinar um passo-a-passo prático e eficiente para a roteirização de palestras
Público-alvo
* Gestores e líderes que necessitam transmitir conhecimentos às suas equipes
* Profissionais das áreas de treinamento, educação corporativa e recursos humanos, que se utilizam de palestras para comunicar-se com os diversos públicos da empresa

Conteúdo
* Definição do tema de modo pontual
* Identificação do público, suas necessidades e interesses
* Definição de um objetivo claro e bem focado
* Os elementos de um conteúdo consistente e atraente
* Alternativas de estrutura (roteiro) para a palestra
* Adequação da linguagem
* Uso apropriado de recursos audiovisuais (Powerpoint)

Duração: 8 horas

Número máximo de participantes: 12

Metodologia
O workshop é essencialmente prático e interativo. No decorrer do trabalho, os participantes colocam em prática os passos da metodologia e recebem o imediato feedback da instrutora e dos colegas, o que proporciona grandes insights. O produto final é o roteiro de uma palestra.
Leia um artigo sobre o assunto

 

 


Curso “Como escrever artigos e livros – e publicá-los”

30/06/2008

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, escrever artigos e livros é uma maneira de diferenciar-se da “concorrência”. Quem tem trabalhos publicados coloca seu nome em evidência, divulga seus conhecimentos e passa a ser percebido como profissional atuante e influente. Para os que fazem carreira em empresas, a exposição nos meios de comunicação cria visibilidade no mercado de trabalho, gerando oportunidades de ascensão profissional; para profissionais autônomos como médicos, advogados, terapeutas ou consultores, ajuda a atrair clientes e negócios.

 

Objetivos do curso

* Transmitir as técnicas para a produção de artigos dissertativos, instrutivos e informativos;

* Despertar o senso crítico para o texto bem escrito (foco, clareza, objetividade);

* Ensinar o participante a criar o projeto de seu próprio livro;

* Revelar o “caminho das pedras” para a publicação de artigos e livros.

 

Público-alvo

* Profissionais que fazem carreira em empresas e desejam destacar-se ou enriquecer seu currículo

* Profissionais autônomos, que buscam maneiras diferenciadas de tornar-se conhecidos e atrair clientes para seu negócio 

 

 

Conteúdo

 

1. Introdução aos gêneros de texto enfocados no curso: dissertativo (usado para expressar pontos de vista); informativo (para difundir informações ou conhecimentos); e instrutivo (para instruir/orientar o leitor).

 

2. O texto dissertativo

* Formulando a sua tese

* Definindo os argumentos

* Opções de abertura e fechamento

* Roteiro para produzir um artigo dissertativo

 

3. O texto informativo

* Formulando a síntese das informações

* Definindo a sequência das informações no texto

* Roteiro para produzir um artigo informativo

 

4. O texto instrutivo

* Definindo o objetivo do artigo

* O desenvolvimento do texto com dicas, passo-a-passo ou método

* Roteiro para produzir um artigo instrutivo

 

5. O planejamento de um artigo

* A escolha do meio (revista, site, jornal)

* Identificando leitor

* Definindo tema, linguagem e enfoque

 

6. O planejamento de um livro

* Estudo da concorrência

* Definição de público, tema e diferencial da obra

* Roteiros para o livro dissertativo, informativo e instrutivo

* Cuidados estéticos

 

 

Diferencial do curso

Os critérios e técnicas ensinados são fruto da experiência profissional da instrutora, jornalista e ghost writer que desenvolveu modelos próprios para a produção de textos com uma abordagem atraente, objetiva e que facilite a compreensão do leitor. No decorrer do curso, os participantes redigem artigos e recebem um retorno personalizado e por escrito sobre seus trabalhos.

Ouça uma entrevista que dou sobre este curso