Para quem copiar e-mails?

14/10/2009

Em quarto lugar no ranking* dos erros mais comuns em e-mails está o envio de cópias (o famoso “Cc”) sem necessidade, uma praga que infesta o correio eletrônico das empresas. Por conta disso, nossa caixa postal vive cheia de “e-mails kiko”, aqueles que a gente começa a ler e pergunta: “kiko tenho a ver com isso?”

Por trás de um e-mail com cópia para todo mundo, encontramos motivações do tipo:

Quero aparecer – Copia o e-mail para o maior número possível de pessoas saberem o que ele está fazendo

Não quero me comprometer – Manda e-mail com cópia pra todo mundo, para depois ninguém dizer que ele não avisou o que ia acontecer.

Estou na dúvida – Não sabe ao certo quem mais deve estar a par do assunto do e-mail, e na dúvida copia para todo mundo.

Para evitar que seus e-mails vão parar na caixa postal de quem não tem nada a ver com a história e que você seja considerado um e-mala, tenha em mente o seguinte critério: mensagens só devem ser copiadas para pessoas diretamente envolvidas no assunto e que precisam tomar conhecimento do que está acontecendo. Vamos a alguns exemplos:

Assunto: Mudança no atendimento de sua conta
De: Gerente de vendas
Para: Cliente
Cc: Vendedor

Caro Cliente, é com satisfação que informo que o Vendedor assume, a partir de agora, o atendimento de sua conta em nossa empresa. Estou certo de que ele lhe dará assistência com o mesmo padrão de qualidade a que você está acostumado (…)

O gerente de vendas age corretamente em copiar a mensagem a seu vendedor, que assim recebe o sinal verde para entrar em contato com o cliente.

Assunto: Convocação para efetivação
De: Recursos Humanos
Para: Estagiários A e B
Cc: Chefe dos estagiários

Prezados, solicitamos sua presença em nosso setor na próxima segunda-feira, às 9:00h, para iniciarmos seu processo de efetivação na empresa (…) 

Ao receber cópia da mensagem do setor de Recusos Humanos, o chefe dos estagiários é colocado a par do andamento da contratação deles.

Assunto: Autorização para final de semana
De: Engenheiro de manutenção
Para: Chefe da segurança
Cc: Funcionário A, Funcionário B e Funcionário C

Prezado Chefe da Segurança

Solicito autorização de ingresso na fábrica neste final de semana para os funcionários abaixo, que farão a manutenção de equipamentos dos setores Alfa e Beta (…)

Funcionário A
Funcionário B
Funcionário C

Ao copiar a mensagem para seus funcionários, o engenheiro de manutenção deixa-os cientes de que está sendo providenciada a autorização para seu trabalho no final de semana.

Assunto: Relatórios de faturamento
De: Analista Financeiro
Para: Gerente de Vendas
Cc: Assessor do Analista Financeiro

Olá, Gerente de Vendas

 Estou preparando uma apresentação para a diretoria e preciso de todos os relatórios de faturamento de seu setor nos últimos 36 meses. Você pode, por favor, disponibilizar esse material para mim até quinta-feira? Meu assessor passará por aí na quinta à tarde para buscar os documentos (…)

Com uma só mensagem, o analista financeiro solicita os documentos ao gerente de vendas e lembra seu assessor de buscá-los.

Assunto: Congratulações por desempenho
De: Gerente
Para: Colaborador
Cc: Diretor

Caro Colaborador,

 Você está de parabéns pelo ótimo desempenho apresentado este mês. O volume de negócios que você realizou fez a diferença, permitindo à nossa equipe superar as metas de vendas em 7%. Estou orgulhoso e também muito grato por sua dedicação (…)

Copiado na mensagem enviada pelo gerente, o diretor toma ciência do ótimo desempenho de um colaborador de sua equipe.  

Da próxima vez que enviar uma mensagem com cópia para alguém, pergunte a si mesmo: essa pessoa terá que tomar alguma providência com relação ao assunto? Será afetada pelo assunto? Precisa saber do que está acontecendo? Seja mais criterioso no envio de cópias: quanto menos gente receber seus e-mails, menos retornos você terá que administrar. No final das contas, o beneficiado será você mesmo.  

(*) Pesquisa realizada pela Sterling Consulting, dos EUA. Veja o post que originou a série “Os 10 erros mais comuns em e-mails”.


Uso de abreviações (erros comuns em e-mails)

15/07/2009

O uso de palavras e expressões abreviadas aparece em terceiro lugar no ranking dos 10 erros mais comuns em e-mails segundo estudo de uma consultoria americana*.

Imagino que alguns leitores, especialmente os mais jovens, estejam indignados com o fato de que abreviar seja considerado errado, mas estamos nos referindo aos e-mails de uso corporativo, claro. É preciso fazer uma distinção entre as mensagens que trocamos como nossos amigos e as que escrevemos no trabalho – para um cliente, um chefe, um colega de outro departamento ou parceiro de negócios.

Com nossos amigos, temos liberdade para nos expressar de modo mais informal e próximo, e não há problema algum usar vc, tb, pq, blz, flw e outras abreviações que tornam o escrever mais prático. Já as mensagens que redigimos no trabalho devem refletir o modo como nos relacionamos com as pessoas do trabalho. Você fala de assuntos pessoais ou usa gírias com o gerente de uma empresa para o qual está apresentando seus produtos? Você chama o chefe pelo apelido de infância dele ou comenta detalhes sobre o último programa que fez com seu(a) namorado(a)? Pois é, imagino que você não tenha muita intimidade com essas pessoas, e por isso mesmo não cai bem usar com elas as mesmas formas de expressão que usa com aqueles que são mais chegados.

Além de dar um tom de informalidade às suas mensagens, as abreviações podem também não ser compreendidas por quem as lê, o que não é nada bom quando se trata de trabalho. Quem garante que o destinatário de sua mensagem entenderá que “px fds” significa “próximo fim de semana”? Você nunca viu pessoalmente muitas pessoas para quem manda e-mails, e certamente entre elas há quem não esteja acostumado com a linguagem do MSN, do Twitter ou das salas de bate-papo que há por aí. Pelo sim, pelo não, é melhor escrever as palavras com todas as letras para que ninguém interprete mal o que você quer dizer.

* Pesquisa realizada pela Sterling Consulting, dos EUA. Veja o post que originou esta série: Dez erros comuns em e-mails


Ausência de saudação (erros comuns em e-mails)

07/06/2009

Em segundo lugar na lista dos 10 erros mais comuns em e-mails vem a “ausência de saudação”. Ou seja, a pessoa que escreve o e-mail não diz um olá, um bom dia, nem um simples oi. A mensagem fica assim:

“Fulano, segue anexo o relatório de vendas/maio com as alterações pedidas. Verifique se os dados de sua filial estão corretos para que possamos passar o relatório para a diretoria e bla bla bla… “

Se você questiona qual é o problema em não colocar saudação no começo da mensagem, considere que o e-mail é um telefonema por escrito. Provavelmente você tem o costume de saudar a pessoa para quem telefona – algo como “oi fulano, tudo bem?”, certo? Pois é, cumprimentar quem está do outro lado da linha é um princípio de boa educação, de etiqueta. Pois o e-mail também tem sua etiqueta, e a saudação no início da mensagem é um princípio básico.

Agora, algumas dicas sobre o uso de saudações:

Olá, Fulano – É uma saudação simples, simpática e versátil: pode ser usada com pessoas que não conhecemos ou com as que são mais próximas, tanto faz.

Prezado ou Caro Fulano – Use esse modo quando você já conhece a pessoa, pois só faz sentido dizer que prezamos a quem conhecemos.

Bom dia/boa tarde/boa noite, Fulano – Fica bem para saudar pessoas com quem temos contato freqüente, como os colegas ou o chefe, e que provavelmente lerão a mensagem pouco depois que a mandarmos. Mesmo que usemos bom dia e o destinatário leia a mensagem à noite, não tem problema: o que conta é o momento em que ela foi escrita.

Oi, Fulano – Modo de tratamento mais informal, indicado para pessoas com quem temos um relacionamento mais próximo.

Agora, uma ressalva. É claro que se trocamos mensagens ao longo do dia com a pessoa, não precisamos ficar o tempo todo dizendo “olá” ou “prezado”. Basta usar a saudação no primeiro contato do dia e, nos e-mails seguintes, usar apenas o vocativo (ou seja, chamar a pessoa pelo nome).

Use sempre a saudação no começo do seu e-mail. Ser simpático e cordial sempre pega bem.

Clique para ver o post com os 10 erros mais comuns em e-mails


Mau uso do campo “assunto” (erros comuns em e-mails)

24/05/2009

Não me surpreende que o uso inadequado do campo assunto esteja no topo da lista dos 10 erros mais comuns em e-mails segundo estudo feito nos Estados Unidos (abaixo, link para o post com o estudo completo). Pelo que observo no dia a dia, muitas pessoas parecem ignorar a importância do que se digita nesse campo.

Vamos partir do seguinte princípio: aquilo que você escreve no campo assunto influencia o destinatário a abrir (ou não) seu e-mail. Assim, as palavras que você colocar ali devem dar uma ideia clara sobre o conteúdo da mensagem, sua importância e grau de prioridade – e é justamente nesses pontos que muita gente escorrega. Alguns exemplos colhidos de minha própria caixa postal:

“Publicação no GPN” – Esse foi o assunto de uma mensagem que recebi de um remetente desconhecido. Pensei que se tratasse de uma propaganda por pouco não mandei o e-mail para a lixeira, mas uma força sobrenatural me fez abri-lo. Ainda bem: tratava-se do pedido do editor de um portal que desejava publicar meus artigos. E eu lá sabia que GPN era nome de portal! Agora, imagine se esse editor tivesse escrito um assunto mais claro e preciso, sem siglas desconhecidas, algo como “Interesse em publicar seus artigos”: teria sido melhor, não?

“Novos lançamentos” – Assim é que uma corretora de imóveis costuma identificar as mensagens que manda de tempos em tempos. São e-mails sobre apartamentos de tamanhos diversos em vários bairros de São Paulo, que ela envia, naturalmente, com o objetivo de captar interessados em comprar imóveis. Imagino que use esse assunto genérico na esperança de que o destinatário abra o e-mail para saber qual é o lançamento. Mas não é assim que as coisas funcionam: mensagens com assuntos vagos, sem uma informação com a qual o destinatário se identifique, correm o risco de passar despercebidas. Já se a corretora colocasse um assunto como “3 dormitórios na Saúde” ou “Lançamento escritórios Moema”, certamente chamaria mais a atenção dos potenciais interessados em imóveis com essas características, levando-os a abrir o e-mail.

“Reunião” – Foi o assunto escrito por um cliente que desejava marcar uma reunião comigo. Respondi o e-mail e fizemos a reunião. Dias depois, recebi outro e-mail dele, “Res: reunião”, ou seja, uma resposta da minha resposta, em que ele me enviava um arquivo. Respondi o e-mail para agradecer o arquivo. Mais alguns dias se passaram e recebi do cliente o e-mail “Res:res: reunião”, dessa vez para fazer uma pergunta. E assim continuou nossa correspondência: para não ter que digitar meu endereço de e-mail, ele abria minha mais recente mensagem em sua caixa postal e a respondia. A certa altura, eu já estava com sete e-mails “Res: res: reunião”, que falavam de tudo que é assunto, menos de reunião! O histórico de conversação com esse cliente, como você pode imaginar, tornava um tanto difícil localizar o e-mail em que o documento foi mandado, ou o em que a pergunta foi feita, ou o em que a pergunta foi respondida… Um horror. Tudo bem aproveitar o e-mail que alguém nos mandou para não ter que digitar seu endereço, mas é fundamental mudar o que está escrito no campo assunto, para que ele informe o conteúdo da nova mensagem.

Para concluir: não subestime a importância do assunto. Ele deve informar com clareza e precisão o conteúdo da mensagem, para destacá-la das outras dezenas de mensagens que chegam à caixa postal do destinatário todos os dias. O campo assunto bem preenchido pode tornar sua comunicação por e-mail mais dinâmica e eficaz.

Leia o post original desta série: Os dez erros mais comuns em e-mails


Os 10 erros mais comuns em e-mails

17/05/2009

Um estudo realizado nos Estados Unidos pelo Sterling Consulting Group classifica os dez erros que as pessoas mais cometem na comunicação por e-mail. Embora tenha sido feito em outro país, o estudo serve como referência para nós, brasileiros, pois a aqui se veem as mesmas mancadas com muita frequência… Assim, vale a pena dar uma olhada na lista:

1. Campo “assunto” preenchido com informação vaga ou inespecífica
2. Ausência de saudação no início da mensagem
3. Uso de palavras abreviadas
4. Cópias enviadas sem necessidade
5. Erros gramaticais, especialmente de grafia e pontuação
6. Mensagem escrita com letras maiúsculas
7. Ausência de saudação de despedida
8. Falta de cuidado estético (formatação inadequada, ausência de parágrafos)
9. Mensagem escrita em tom áspero ou seco
10. Mensagem vaga, que não gera ação por parte do destinatário

Nos próximos posts, vou comentar cada uma dessas mancadas e dar dicas para quem estiver interesado em evitá-las. Fique ligado!

Leia também:
Erros em e-mails: campo assunto
Ausência de saudação


Otimize sua comunicação por e-mail

15/12/2008

Você faz idéia do tempo que passa enviando e respondendo e-mails em um dia comum de trabalho? Eu não me surpreenderia que seja um bom par de horas, ou ainda mais. A troca de mensagens por correio eletrônico é realmente importante para a maioria dos profissionais, o que justifica otimizar essa forma de comunicação – ou seja, torná-la mais eficiente e produtiva.

 

Uma prática que muito contribui para isso é ir direto ao ponto. Ao iniciar a redação de um e-mail, pergunte a si mesmo “que resultado desejo obter com essa mensagem?” ou “o que desejo que o leitor faça ou saiba?”. Inicie então o e-mail com a informação que levará o leitor a fazer ou saber o que você deseja.

 

Vamos usar um exemplo para deixar a dica mais clara. Suponha que você tenha identificado alguns problemas em uma rotina de trabalho de seu departamento e pretenda propor ao seu gestor mudanças no processo. Como a maioria das pessoas, você talvez inicie a mensagem dizendo que encontrou x problemas, em seguida os descreva minuciosamente e por último diga algo como “para evitar esses problemas, proponho que mudemos isso, aquilo, aquilo outro e etc.”. Do ponto de vista da lógica, não há nada de errado com esse e-mail. Mas é possível que seu chefe, quando começar a ler todos aqueles desagradáveis problemas, resolva continuar a leitura mais tarde – no fim do dia, no dia seguinte ou sabe lá quando.

 

Agora, imagine iniciar o e-mail com algo do tipo “para melhorar a produtividade em nosso departamento, proponho as seguintes mudanças no processo tal” e seguir com a descrição das mudanças, deixando por último os problemas que as justificam. Não seria muito melhor? Seu gestor saberia logo de cara as mudanças que você propõe – que, afinal de contas, é o que você realmente deseja que ele saiba. E como você já foi direto ao ponto, pode até ser que ele dispense a leitura dos desagradáveis problemas que justificam as propostas, o que lhe poupará um tempo precioso. 

 

Entendeu o “espírito da coisa”? Se você deseja propor mudanças, primeiro fale sobre elas e depois as justifique. Se quer expressar um ponto de vista sobre determinado assunto, comece pelo ponto de vista e depois diga por que pensa assim. Se deseja dar uma instrução a alguém, comece pela instrução e depois dê as justificativas necessárias. Ou seja, primeiro comunique, depois explique. Com essa estratégia, você coloca em primeiro plano o resultado que deseja obter e comunica de forma mais objetiva e eficiente.

 

Só mais uma coisa: de nada adianta ir direto ao ponto e escrever de modo confuso ou descuidado. É fundamental revisar o e-mail antes de mandá-lo, para certificar-se de que o texto está claro e não contém erros de português. Seria uma pena que suas idéias não fossem bem compreendidas ou que sua imagem de bom profissional fosse arranhada por causa de um e-mail mal escrito, não é? Aqui vão alguns pontos que merecem atenção:

 

·         Pontue adequadamente o texto. A falta de pontos e vírgulas pode distorcer o sentido de uma frase ou levar o leitor a entender algo diferente do que você quis dizer.

·         Evite abreviações e jargões usados na internet, como vc, []s, tb, flw, naum etc. As relações profissionais requerem um mínimo de formalismo.

·         Cuidado com os erros de ortografia! Se não tiver certeza de como se escreve uma palavra, procure-a no dicionário. Escrever errado é uma das coisas que mais comprometem a imagem de um profissional.

 

 

Observe que para otimizar sua comunicação por e-mail é preciso preocupar-se com o leitor e procurar sempre facilitar as coisas para ele. Não espere que os outros se esforcem para compreender o que você escreve: esforce-se você para ser compreendido. O maior beneficiado será você mesmo, pois com isso suas mensagens poderão gerar resultados mais rapidamente. Agora, se os outros não têm a mesma preocupação com relação a você… Pior para eles, pois não serão reconhecidos como profissionais com habilidade para comunicar-se.

(Este artigo foi publicado na revista Ser Mais, edição de novembro)


Cuidado com a pontuação de seus e-mails

08/09/2008

Pouca gente se dá conta de como é importante pontuar adequadamente um e-mail. A falta de um simples ponto de interrogação, por exemplo, pode causar um belo mal-entendido. Pontos de exclamação mal empregados chegam a dar impressão de que o autor da mensagem está irritado, enquanto o uso indiscriminado de reticências sugere hesitação.

 

Você já havia parado para pensar nessas “sutilezas”? Se não, vale a pena relembrar a função de alguns sinais de pontuação que as pessoas têm usado a torto e a direito por aí – na verdade, mais a torto do que a direito. 

 

 

Reticências

Sua função é marcar a interrupção de uma frase e indicar:

 

Hesitação, surpresa, timidez, dúvida, suspiro
. E se… e se tiver que viajar amanhã?

. Será que eu vou…. Será que eu fico…

. Esperava encontrar as coisas em ordem… mas que bagunça encontrei!

. Ano após ano, tenho lutado por essa promoção…

 

Uma idéia incompleta, deixada no ar

. Será que…

. Água mole em pedra dura…

. Aquele cara é um…

 

Portanto, cuidado: … se você gosta de separar suas frases com esses simpáticos pontinhos…que servem para tudo… e dispensam a vírgula…. o ponto… e a maiúscula no começo da frase… poderá causar, no leitor de sua mensagem, a impressão de que você é uma pessoa hesitante, insegura ou lacônica.

 

 

Ponto de exclamação

Expressa surpresa, espanto, ênfase ou admiração. Seu uso dá um tom emocional à mensagem:

 

. Preciso deste relatório o mais depressa possível!

. Antônio! O cliente já ligou várias vezes procurando por você! 

. Nosso estoque está se esgotando, temos poucas unidades à venda!

 

Portanto, cuidado!!! Os pontos de exclamação devem ser usados com muito critério na comunicação corporativa, pois podem dar um tom aflito, exagerado ou irritado à mensagem!!!!

 

 

Interrogação

Serve para expressar uma pergunta ou questionamento:

 

. Você tem condições de aprontar o material para amanhã?

. O fornecedor vai entregar o material a tempo?

 

Portanto, cuidado. Se você esquecer de usar o ponto de interrogação no final de uma pergunta, quem lê sua mensagem pode entendê-la como afirmação:

. Você tem condições de aprontar o material para amanhã

. O fornecedor vai entregar o material a tempo

 

 

Ponto

Marca o término da frase. Utilizado em conjunto com a letra maiúscula no começo da frase, o ponto é fundamental para a organização das idéias:

 

. A apresentação do comitê foi ótima. Para mim não ficou nenhuma dúvida. Sobre o projeto novo, decidimos acelerar aquela obra que estava parando. O Jorge estava inspirado. Ao chegar, me ligue.

 

Portanto, cuidado. Se você não marcar onde termina uma frase e onde a outra começa, elas poderão ficar “emboladas”, dificultando a compreensão de quem lê a mensagem:

 

. A apresentação do comitê foi ótima para mim não ficou nenhuma dúvida sobre o projeto novo, decidimos acelerar aquela obra que estava parando o Jorge estava inspirado ao chegar, me ligue

 


Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique

29/07/2008

Na teoria, todo mundo sabe que o e-mail sobre questões de trabalho precisa ser objetivo, claro e enxuto. Mas, na prática, muita gente se enrola para escrever quando o assunto é um pouquinho mais complexo ou precisa-se explicar alguma coisa. Um típico exemplo disso foi o e-mail que recebi de um escritório de contabilidade tempos atrás. Respire fundo antes de ler, você vai precisar. Lá vai:

 

A MP nº 351/07, divulgada no DOU em 22/1/07, alterou o prazo de recolhimento da GPS do dia 2 para o dia 10 do mês seguinte à competência.

 

O art. 62, § 3º, da Constituição Federal/88 estabelece que as medidas provisórias perderão a eficácia, desde sua edição, caso não sejam convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período.

 

Como até o momento não foi publicada a conversão da referida MP, e na falta de uma norma que venha a estabelecer novo prazo de vencimento da GPS, vigorarão as disposições anteriores à Medida Provisória, ou seja, o prazo de vencimento do INSS voltará para o dia 2 do mês seguinte ao da competência como determina a legislação (art.216 do Decreto nº 3048/99 e art.94 da IN nº 3/05).

 

Com base no exposto, recomenda-se que as empresas, com base na CF/88 e de maneira preventiva, paguem suas contribuições da competência Maio no dia 2/junho, evitando-se possíveis penalidades caso venham recolher no dia 10 conforme previsão na MP nº 351/07.

 

É bem provável que você tenha ficado confuso com a mensagem. Ou será que nem teve paciência de chegar ao final? Quanto a mim, confesso que o e-mail deixou o Tico e o Teco, meus dois neurônios, à beira de um ataque de nervos. MP, parágrafo da Constituição Federal, DOU… Socorro!

 

Mas sabe o que achei pior? Foi que, depois de ter tido certo trabalho para decifrar siglas e e entender que raios estava acontecendo, encontrei a informação que realmente interessava no último parágrafo, que eu traduzi como “desconsidere o que foi dito anteriormente e continue pagando seu carnê do INSS no mesmo dia de sempre”. 

 

Não é incrível? Tanto detalhe, tanta informação, e no final das contas o mais importante eram as três linhas finais da mensagem. Pensando bem, esse e-mail bem que poderia ser assim:

 

Recomendamos que a contribuição para a Previdência Social (GPS) referente ao mês de maio seja paga no dia 2 de junho.

 

Embora esteja tramitando no Congresso Nacional uma Medida Provisória que altera a data desse recolhimento do dia 2 para o dia 10, ela até agora não foi convertida em lei. Assim, permanece, por enquanto, a data atual.

 

Que tal agora? O e-mail melhorou um bocado, não? Observe que a informação mais importante para quem recebe, que é o que fazer, já vai logo no começo da mensagem. Em segundo lugar ficou toda aquela explicação, o por que fazer, mas bem resumida, sem detalhes que só servem para confundir e desviar o foco do que realmente interessa.

 

Entende agora o que quero dizer como “primeiro comunique, depois explique”? Então observe essas dicas:

 

1. Antes de começar a escrever um e-mail, pergunte a si mesmo “que resultado desejo obter com essa mensagem?” ou “o que desejo que o leitor faça?”. Inicie seu e-mail com a informação que levará o leitor a fazer o que você deseja.

 

2. Deixe as explicações ou justificativas para segundo plano. Seja sintético, ou seja, procure explicar-se resumidamente, sem entrar em muitos detalhes. Escreva o que é essencial e da maneira mais simplificada possível.

 

3. Evite o uso de termos técnicos, expressões ou siglas que podem não ser conhecidos pelo destinatário da mensagem. Caso seja necessário usá-los, explique o que significam.

 

Lembre-se de que vivemos em um mundo globalizado que gira em alta velocidade. A agilidade na troca de informações tem de acompanhar esse ritmo, e por isso as mensagens devem ser objetivas, claras e precisas. Se o e-mail é longo ou confuso, quem o recebe não entende direito e manda uma pergunta, e aí você manda uma resposta…. E enquanto se fica nesse pingue-pongue, nada acontece.

 

Veja também um curso sobre este tema


Palestra “Como organizar as idéias para uma comunicação objetiva”

30/06/2008

Escrever textos e preparar apresentações são tarefas cada vez mais freqüentes no dia-a-dia de qualquer profissional. Apesar disso, as pessoas geralmente encontram dificuldades em executá-las: ficam em dúvida sobre o que dizer, por onde começar, quais são as informações mais importantes ou como organizá-las.

Objetivo

Transmitir critérios que facilitem a prévia organização das idéias, possibilitando uma comunicação objetiva, precisa e rápida. São critérios que podem ser aplicados nas mais diversas situações do trabalho como a redação de um e-mail, o planejamento de uma apresentação corporativa ou até mesmo a participação em uma reunião de negócios.

 

Público-alvo
Profissionais de todos os níveis e áreas das empresas que desejam aprimorar sua comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros.

 

Conteúdo
* Fatores que dificultam a comunicação objetiva: excesso de informação, modelo mental pessoal e “despercepção do outro”
* Princípios básicos da comunicação
* O método do funil para organizar informações
* Como ser objetivo em e-mails, relatórios e apresentações

Duração: 70 minutos

 

Leia também um artigo sobre este tema:
Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique


Curso “Otimizando a comunicação por e-mail”

30/06/2008

Devido aos avanços da tecnologia e o modo integrado como as empresas trabalham hoje, a troca de mensagens escritas é uma importante atividade para a maioria dos profissionais. Muitos, porém, têm dificuldades para redigir textos objetivos, claros e bem estruturados. Há ainda os que cometem erros de português ou não utilizam uma linguagem adequada para o ambiente de negócios. Nessas situações, podem ser comprometidos os resultados obtidos com as mensagens e a imagem de quem as escreve.

Objetivos do curso
* Transmitir técnicas para a estruturação de mensagens do dia-a-dia do trabalho, com destaque para o e-mail
* Dar dicas para a adequação de linguagem e modo de tratamento do destinatário
* Permitir ao aluno identificar suas deficiências no uso do idioma – “Quais são meus problemas e onde estou errando?”

Público-alvo
Profissionais autônomos ou que fazem carreira em empresas e utilizam mensagens escritas na comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros

Conteúdo
* Princípios básicos da comunicação
* Como ser objetivo na redação de mensagens
* A estrutura da mensagem conforme sua finalidade: informar, relatar, expor um ponto de vista, fazer uma solicitação e dar retorno de uma solicitação
* E-tiqueta (a etiqueta do e-mail)

* A linguagem adequada para o ambiente profissional
* Evitando os erros mais comuns: ortografia, crase, pontuação, regência verbal e concordâncias verbal/nominal

Duração: 8 horas

Leia também artigos sobre este tema:
Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique