Uso de abreviações (erros comuns em e-mails)

15/07/2009

O uso de palavras e expressões abreviadas aparece em terceiro lugar no ranking dos 10 erros mais comuns em e-mails segundo estudo de uma consultoria americana*.

Imagino que alguns leitores, especialmente os mais jovens, estejam indignados com o fato de que abreviar seja considerado errado, mas estamos nos referindo aos e-mails de uso corporativo, claro. É preciso fazer uma distinção entre as mensagens que trocamos como nossos amigos e as que escrevemos no trabalho – para um cliente, um chefe, um colega de outro departamento ou parceiro de negócios.

Com nossos amigos, temos liberdade para nos expressar de modo mais informal e próximo, e não há problema algum usar vc, tb, pq, blz, flw e outras abreviações que tornam o escrever mais prático. Já as mensagens que redigimos no trabalho devem refletir o modo como nos relacionamos com as pessoas do trabalho. Você fala de assuntos pessoais ou usa gírias com o gerente de uma empresa para o qual está apresentando seus produtos? Você chama o chefe pelo apelido de infância dele ou comenta detalhes sobre o último programa que fez com seu(a) namorado(a)? Pois é, imagino que você não tenha muita intimidade com essas pessoas, e por isso mesmo não cai bem usar com elas as mesmas formas de expressão que usa com aqueles que são mais chegados.

Além de dar um tom de informalidade às suas mensagens, as abreviações podem também não ser compreendidas por quem as lê, o que não é nada bom quando se trata de trabalho. Quem garante que o destinatário de sua mensagem entenderá que “px fds” significa “próximo fim de semana”? Você nunca viu pessoalmente muitas pessoas para quem manda e-mails, e certamente entre elas há quem não esteja acostumado com a linguagem do MSN, do Twitter ou das salas de bate-papo que há por aí. Pelo sim, pelo não, é melhor escrever as palavras com todas as letras para que ninguém interprete mal o que você quer dizer.

* Pesquisa realizada pela Sterling Consulting, dos EUA. Veja o post que originou esta série: Dez erros comuns em e-mails


Um pouco além da reforma ortográfica

10/01/2009

Parece que a reforma ortográfica da Língua Portuguesa, que entrou em vigor em 1o de janeiro, já começa a repercutir no mundo corporativo. Logo nos primeiros dias do ano, um repórter de um grande jornal de São Paulo me ligou para saber se executivos estavam em busca de cursos sobre a reforma. Pouco depois, fui procurada por uma empresa que desejava contratar palestra sobre o assunto. Pensei com meus botões: então as pessoas estão mesmo preocupadas com as mudanças na forma de escrever o português!

 

Essa preocupação é louvável, sem dúvida. Mas espero que não desvie o foco de questões ainda mais importantes em matéria de comunicação escrita. Saber que caiu o acento de ideia e voo pouco acrescenta à qualidade do texto de um profissional que ignora a pontuação das frases. Saber que contra-senso escreve-se agora contrassenso não melhora muito a imagem de alguém que erra em concordância verbal. Saber que não se usa mais trema faz pouca diferença na comunicação de alguém que escreve e-mails confusos, prolixos e pouco objetivos.

 

Assim, se você é um dos profissionais preocupados em ficar por dentro da reforma, vá em frente – mas sabendo que conhecer as novas regras está longe de ser o suficiente. Aproveite que seu interesse está voltado para a Língua Portuguesa e olhe um pouco além da reforma ortográfica. Procure saber em que aspectos da gramática você precisa aperfeiçoar-se e se a forma como escreve é clara, concisa e objetiva. Para isso, peça a opinião de pessoas que escrevem bem – amigos, parentes, colegas de trabalho ou profissionais das letras. Os feedbacks recebidos indicarão se é o caso de você buscar um curso de reciclagem em português ou treinamento em comunicação escrita.

 

E quanto à reforma ortográfica em si, sossegue, pois não é nenhum bicho de sete cabeças. Especialistas calculam que ela altera a grafia de não mais do que 2% das palavras. Parte dessas mudanças são fáceis de memorizar. É o caso:

 

. Das palavras que levavam trema, como freqüente e seqüência. O trema foi extinto, de modo que passamos a escrever frequente, sequencia, quinquenio, linguiça etc;

 

. Das palavras terminadas em ôo e êm. Esse acento caiu, e com isso escreve-se voo, leem, enjoo, perdoo, creem, veem etc;

 

. Das palavras pára (do verbo parar), pêlo (do bigode, do braço), pêra (fruta), fôrma (de bolo) e pólo (esporte). Agora elas não são mais acentuadas: escreve-se para, pelo, pera, forma e polo.

 

Já as mudanças no uso do hífen, na acentuação nos ditongos abertos éi e ói em paroxítonas (como nas palavras idéia, paranóia, heróico, geléia) e da letra u em alguns casos são um pouco mais detalhadas difíceis de memorizar. Nesses casos, é melhor consultar um dos vários guias da reforma ortográfica ou novos dicionários já disponíveis no mercado. Logo você também terá a ajuda de novas versões de corretores ortográficos para computador, sites de internet e sabe lá o que mais vão inventar…

 

Por último, não se aflija para assimilar imediatamente a nova ortografia. Estamos ainda em um período de transição, no qual temos o direito de errar. Só a partir de 2012 é que a concordância com as novas regras será formalmente exigida.

Veja como é minha palestra sobre esse assunto

Quer saber mais sobre as mudanças da reforma? Clique aqui


Erro de concordância verbal com porcentagem

11/08/2008

Esta pérola saiu no jornal O Estado de São Paulo de 8 de agosto. É o título de uma matéria do caderno Cidades:

“Violência contra a mulher – 61,5% das agredidas sofre ataque diário”

O correto é “sofrem”, para concordar com o sujeito ”61,5% das agredidas”, que está no plural. Fica assim: 61,5% das agredidas sofrem..

Mas vamos aproveitar o gancho para falar de concordância verbal envolvendo porcentagens, que sempre levanta dúvidas. Há três situações possíveis:

1. Quando se menciona o “todo” do qual é extraída a porcentagem, o verbo concorda com a expressão do “todo”. Por exemplo: Apenas 1% dos candidatos foram aprovados. Essa concordância está correta, pois “foram aprovados” deve concordar com “candidatos”, que é o “todo” – e está no plural. Veja mais estes exemplos:
Cerca de 10% da verba foi liberada
32% dos habitantes da cidade emigraram
Foram analisadas
60% das respostas da pesquisa

2. Quando não se menciona o “todo”, o verbo concorda com o número da porcentagem. Por exemplo: 80% votaram em José da Silva. Mais exemplos:
1% acredita nos políticos
60% apóiam a Lei Seca

3. Quando se usa uma expressão que designadora do numeral, o verbo concorda com a expressão. Ok, ok, isso aqui parece complicado, mas analise o exemplo que você saca rápido: Aquele 1% de eleitores acredita nos políticos. Veja, aqui o verbo “acredita” concorda com “aquele”, que é uma expressão designadora do numeral “1″. Mais exemplos:
Nossos 15% da comissão estão garantidos
Este 1% dos entrevistados acredita nos políticos 

Parece complicado, mas tem lá sua lógica… E em português, entender a lógica é quase todo caminho andado. Veja também: mais dicas de concordância verbal.


Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique

29/07/2008

Na teoria, todo mundo sabe que o e-mail sobre questões de trabalho precisa ser objetivo, claro e enxuto. Mas, na prática, muita gente se enrola para escrever quando o assunto é um pouquinho mais complexo ou precisa-se explicar alguma coisa. Um típico exemplo disso foi o e-mail que recebi de um escritório de contabilidade tempos atrás. Respire fundo antes de ler, você vai precisar. Lá vai:

 

A MP nº 351/07, divulgada no DOU em 22/1/07, alterou o prazo de recolhimento da GPS do dia 2 para o dia 10 do mês seguinte à competência.

 

O art. 62, § 3º, da Constituição Federal/88 estabelece que as medidas provisórias perderão a eficácia, desde sua edição, caso não sejam convertidas em lei no prazo de 60 dias, prorrogável uma vez por igual período.

 

Como até o momento não foi publicada a conversão da referida MP, e na falta de uma norma que venha a estabelecer novo prazo de vencimento da GPS, vigorarão as disposições anteriores à Medida Provisória, ou seja, o prazo de vencimento do INSS voltará para o dia 2 do mês seguinte ao da competência como determina a legislação (art.216 do Decreto nº 3048/99 e art.94 da IN nº 3/05).

 

Com base no exposto, recomenda-se que as empresas, com base na CF/88 e de maneira preventiva, paguem suas contribuições da competência Maio no dia 2/junho, evitando-se possíveis penalidades caso venham recolher no dia 10 conforme previsão na MP nº 351/07.

 

É bem provável que você tenha ficado confuso com a mensagem. Ou será que nem teve paciência de chegar ao final? Quanto a mim, confesso que o e-mail deixou o Tico e o Teco, meus dois neurônios, à beira de um ataque de nervos. MP, parágrafo da Constituição Federal, DOU… Socorro!

 

Mas sabe o que achei pior? Foi que, depois de ter tido certo trabalho para decifrar siglas e e entender que raios estava acontecendo, encontrei a informação que realmente interessava no último parágrafo, que eu traduzi como “desconsidere o que foi dito anteriormente e continue pagando seu carnê do INSS no mesmo dia de sempre”. 

 

Não é incrível? Tanto detalhe, tanta informação, e no final das contas o mais importante eram as três linhas finais da mensagem. Pensando bem, esse e-mail bem que poderia ser assim:

 

Recomendamos que a contribuição para a Previdência Social (GPS) referente ao mês de maio seja paga no dia 2 de junho.

 

Embora esteja tramitando no Congresso Nacional uma Medida Provisória que altera a data desse recolhimento do dia 2 para o dia 10, ela até agora não foi convertida em lei. Assim, permanece, por enquanto, a data atual.

 

Que tal agora? O e-mail melhorou um bocado, não? Observe que a informação mais importante para quem recebe, que é o que fazer, já vai logo no começo da mensagem. Em segundo lugar ficou toda aquela explicação, o por que fazer, mas bem resumida, sem detalhes que só servem para confundir e desviar o foco do que realmente interessa.

 

Entende agora o que quero dizer como “primeiro comunique, depois explique”? Então observe essas dicas:

 

1. Antes de começar a escrever um e-mail, pergunte a si mesmo “que resultado desejo obter com essa mensagem?” ou “o que desejo que o leitor faça?”. Inicie seu e-mail com a informação que levará o leitor a fazer o que você deseja.

 

2. Deixe as explicações ou justificativas para segundo plano. Seja sintético, ou seja, procure explicar-se resumidamente, sem entrar em muitos detalhes. Escreva o que é essencial e da maneira mais simplificada possível.

 

3. Evite o uso de termos técnicos, expressões ou siglas que podem não ser conhecidos pelo destinatário da mensagem. Caso seja necessário usá-los, explique o que significam.

 

Lembre-se de que vivemos em um mundo globalizado que gira em alta velocidade. A agilidade na troca de informações tem de acompanhar esse ritmo, e por isso as mensagens devem ser objetivas, claras e precisas. Se o e-mail é longo ou confuso, quem o recebe não entende direito e manda uma pergunta, e aí você manda uma resposta…. E enquanto se fica nesse pingue-pongue, nada acontece.

 

Veja também um curso sobre este tema


Frase mal construída (1)

11/07/2008

Esta frase foi uma das chamadas do Jornal Nacional na noite passada (10/7):

“…E o Senado inventa mais de noventa cargos para ganhar 10 mil por mês.”

Percebe o problema? Do jeito que a frase foi construída, entende-se que o Senado criou  os cargos para ele próprio ganhar 10 mil reais. Mas não foi isso que o apresentador do jornal quis dizer, como ficou claro depois. Na verdade, os contratados para o cargo é que vão ganhar 10 mil reais.

Para ser clara e precisa, a frase deveria explicitar o sujeito que rege o verbo “ganhar”, assim: O Senado inventa mais de noventa cargos, e os contratados vão ganhar 10 mil reais”

Outra possibilidade é mudar a frase, tirando de cena o verbo “ganhar”: O Senado inventa mais de noventa cargos com salários de 10 mil reais.

Que o erro do Jornal Nacional, porém, não desvie nossa atenção de mais essa demonstração de pouca-vergonha do Senado. E tenho dito.


Erro de ortografia (2)

04/07/2008

Veja só o detalhe do cardápio de uma lanchonete:

Esse é o tipo do lugar em que você precisa pedir “um chopps e dois pastel”, senão o balconista não entende o que você quer….

Só para constar, a grafia correta das palavras erradas: salsicha, stick, empada, croissant.


Erro de concordância (1)

04/07/2008

Esta pérola eu colhi na embalagem do pão Nutrella Sete Grãos, que como todos os dias de manhã:

4 fatias = 25% de vitaminas A, D, E e cálcio do % de valores diários recomendado.

Frasinha indigesta essa também, heim? Quando a gente a lê, ela soa assim: Quatro fatias igual a 25% de vitaminas A, D, E e cálcio do por cento de valores diários recomendado. Não bastasse a redação ser toda torta, ainda tem um medonho erro de concordância no final: valores diários recomendado não, recomendados!

Sugestão para o pessoal da Nutrella melhorar a embalagem:

4 fatias = 25% dos valores diários recomendados de vitaminas A, D, E e cálcio.


Por que, por quê, porque ou porquê?

03/07/2008

Essa nossa língua portuguesa é mesmo cheia de sutilezas… Imagine só, quatro maneiras diferentes de escrever a mesma coisa! É nessas horas que a gente fica com inveja de quem fala inglês e só precisa usar duas palavras (aliás, bem diferentes) para a maioria das situações: why e because. Simples! Mas nós, que falamos o idioma de Camões, temos que entender essa barafúrdia. Bem, vamos lá.

 

1. Usa-se “por que”:

a. Nas perguntas: 

Por que você não me ligou ontem?

Por que razão eu deveria reconsiderar?

Por que é melhor vender a prazo do que à vista?

Por que você quer saber?

 

b. Sempre que ele puder ser substituído pelas expressões “pelo qual”, “o motivo pelo qual” e “a razão pela qual”:

Não sabemos por que (o motivo pelo qual) ela faltou ao trabalho hoje..

Gostaria de saber por que (a razão pela qual) estamos atrasados.

Eis por que (o motivo pelo qual) eu não pude vir ontem.

Não sabemos a justificativa por que (pela qual) o pedido foi recusado.

A causa por que (pela qual) lutamos é justa.

As alternativas por que (pelas quais) optamos são inviáveis.

 

 

2. Usa-se “por quê”:

Quando o “por que” estiver no final da frase. Exemplos:

Não haverá reunião por quê?

As coisas não saíram como previ, não sei por quê.

Estamos fora da concorrência e nem imaginamos por quê.

 

Dica: na linguagem falada, o uso do “por quê” no final da frase é bastante comum. Já na linguagem escrita, é recomendável não usar essa forma nas perguntas, pois ela soa de forma agressiva. Sinta a diferença:

Você não pode vir à reunião por quê?

Por que você não pode vir à reunião?

 

 

3. Usa-se “porque”:

Quando ele for equivalente a “pois” ou “pelo fato de que”:

Adiamos o encontro porque (pois) surgiu um imprevisto.

Porque (pelo fato de que) o dólar subiu, tivemos de reajustar os preços.

A empresa trocou de fornecedor porque (pois) precisava de mais agilidade.

 

 

4. Usa-se porquê

Quando ele tiver a função de substantivo e puder ser substituído por “motivo”, “causa” ou “razão”:

Ainda não entendo o porquê (o motivo) da sua decisão.

Convocamos uma reunião para que o departamento jurídico explique os seus porquês (as suas razões).

O porquê (a causa) desse mal-entendido terá de ser esclarecido.

 

Sou capaz de apostar que você vai esquecer da maioria dessas regras assim que clicar no próximo link… E não o culpo por isso, elas são meio encardidas mesmo. Mas se você ficar em dúvida quando tiver de usar por que & Cia, corra aqui, ok?


Pontuação – que diferença faz uma vírgula…

02/07/2008

Para quem escreve seus e-mails na pauleira, sem fazer pontuação “para não perder tempo”, aí vai um bom exemplo da diferença que uma vírgula pode fazer no sentido de uma frase:

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher andaria de quatro à sua procura.

Interpretação feminina: Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura.

Interpretação masculina: Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura.

Agradeço ao aluno Luiz Testani, que me presenteou com esta pérola semanas atrás.


Erro de ortografia (1)

02/07/2008

No lugar em que esta foto foi tirada, parece que servem um suco de pó de guaraná realmente muito especial:

Pena que a gente demore um pouco para entender que “a flor de zíaco” é uma maneira bem peculiar de escrever “afrodisíaco”, não?


Abaixo o gerundismo!

30/06/2008

 

Certa vez, numa loja de presentes, perguntei à vendedora se determinado artigo estava disponível em cores diferentes da exibida na vitrine. Ela respondeu: “Um minutinho por favor, estarei verificando o estoque”. Logo depois, voltava para me dizer: “Infelizmente não vamos estar tendo o produto nessas cores que a senhora pediu…” Ainda bem que a loja não tinha o que eu procurava, pois eu não agüentaria ouvir a fala afetada da vendedora por muito tempo. Por que não dizer simplesmente “vou verificar o estoque” ou “não temos as cores a senhora pediu”?

 

Eis aí um típico exemplo de gerundismo, um vício de linguagem que, apesar de duramente combatido, ainda sobrevive na fala de muita gente. Na agência bancária, o gerente diz que “vai estar solicitando” o meu extrato. No atendimento telefônico, alguém anuncia que “vai estar transferindo” a ligação para o setor competente. No restaurante, o garçom pergunta se eu gostaria de “estar experimentando” a especialidade da casa.

 

Parece que as pessoas falam assim porque acham bonito, chique ou mais educado dizer “vou estar tendo” em lugar de simplesmente “tenho”. Só que, em vez de demonstrar boa educação e cultura, estão falando abobrinha. A praga do gerundismo origina-se de erros de tradução dos manuais de telemarketing, importados dos EUA. Algum tradutor perneta deve ter visto uma frase do tipo “I will be calling” e mandou ver um “estarei ligando” na tradução, quando o certo seria apenas “vou ligar“.

 

Bom, chega de bronca. Vamos falar sobre o gerúndio corretamente empregado, que é o que realmente interessa.

 

Só para relembrar, gerúndio é uma forma verbal que descreve uma ação em curso – ou seja, algo que está, estará ou esteve acontecendo. Exemplos de verbos no gerúndio: levando, perdendo, fingindo, compondo.

 

Sozinho, o gerúndio não faz sentido; por isso, precisa ser associado com outros verbos que indicam a pessoa, o tempo e o modo da ação. Por exemplo:

Ela está trabalhando duro esta semana.
Estive lendo a noite inteira.
Amanhã, a esta hora, estaremos viajando para a França.

É nessa associação que o pessoal exagera, criando formas rocambolescas para dizer coisas simples. A associação dos verbos vou, estar e tendo, por exemplo, só é adequada para descrever uma ação contínua futura. Se alguém perguntar o que você estará fazendo amanhã de manhã, você poderá responder, com toda propriedade: “vou estar trabalhando” ou “estarei trabalhando”, o que é ainda melhor. Agora, se alguém pergunta se você tem um telefone celular para emprestar, não tem nada que dizer “sim, vou estar tendo”: diga simplesmente “tenho”, ora bolas.  

 

 Pense duas vezes antes de usar o gerúndio. Se em vez de dizer “vou estar ligando” você puder dizer “vou ligar”, fique com a segunda opção.O uso inadequado do gerúndio está para a língua portuguesa assim como o babado no punho da camisa está para a moda: nada a ver!

 

Veja também: artigo sobre vícios de linguagem


Onde você põe o onde?

30/06/2008

Onde é uma palavra que transmite a idéia de localização. Equivale a dizer e o lugar em que. Observe esses exemplos:

Moro onde (no lugar em que) minha família sempre morou.
Onde (o lugar em que) guardei o documento é seguro.
De onde (o lugar em que) vim isso não existe.
Onde (em que lugar) você estava?

Até aí, não falei nenhuma novidade, não é? O problema é que muita gente usa o onde como se fosse um curinga do baralho, ou seja, algo que cabe em qualquer situação para promover a ligação de idéias. Ao fazer isso, a pessoa não só comete erros gramaticais como também constrói frases capengas, que chegam a demonstrar falta de cultura. Veja agora algumas situações típicas do uso incorreto do onde.

Errado: Temos várias opções em produtos, onde os mais caros são financiados em três vezes.
Correto: Temos várias opções em produtos, entre os quais (ou dos quais) os mais caros são financiados em três vezes.

Errado: A empresa onde presto serviços me paga todo final de mês.
Correto: A empresa para a qual presto serviços me paga todo final de mês.

Errrado: Na situação onde me encontro já não há nada mais a fazer.
Correto: Na situação em que me encontro já não há nada mais a fazer.

Errado: No parecer do nosso jurídico, onde é feita uma análise do caso, a multa não é aplicável.
Correto: No parecer do nosso jurídico, no qual é feita uma análise do caso, a multa não é aplicável.

Errado: A entrega está atrasada, onde se conclui que deve ter ocorrido algum problema.
Correto: A entrega está atrasada, de modo quese (ou logo) se conclui que deve ter ocorrido algum problema.

Errado: Este aparelho, onde a mais moderna tecnologia é utilizada, custa menos do que você imagina.
Correto: Este aparelho, no qual a mais moderna tecnologia é utilizada, custa menos do que você imagina.

Errado: O argumento onde o deputado se apóia é infundado.
Correto: O argumento em que (ou no qual) o cliente se baseia é infundado.

Errado: Você é a pessoa onde deposito minha total confiança.
Correto: Você é a pessoa em que (ou na qual) deposito minha total confiança.

Dica: Qual é a diferença entre onde e aonde?
Onde, como você acaba de ver, faz referência a uma localização. É usado quando estiver implícita a idéia de o lugar em que. Já o aonde faz referência a um destino, uma direção. É usado quando estiver implícita a idéia de o lugar a que ou o lugar para que. Veja só:

Aonde (a que lugar) esses juros altos irão nos levar!
Você pretende ir aonde (para que lugar)?
Aonde (o lugar a que) vou é um lugar desconhecido.

A partir de agora, veja lá onde você põe o onde, heim?


O que você faz com o cujo?

30/06/2008

Ah, como eu gostaria de saber no que você pensou com a minha pergunta… Aqui para nós: para quem desconhece o significado e o emprego dessa palavra, a pergunta pode até parecer indecorosa. Mas indecorosas mesmo são as frases em que o dito cujo não é usado.

Cujo é uma palavra que dificilmente freqüenta as nossas conversas, pois carrega um formalismo pouco comum para a linguagem falada. Na linguagem escrita, porém, ele faz muita falta – uma falta que resulta em frases horrorosas como as que você verá abaixo. Pertencente à classe gramatical dos pronomes, cujo equivale às expressões “de que”, “de quem”, “do qual”. Veja os exemplos:

Em vez de: A empresa da qual o representante nos fez uma visita…
Escreva: A empresa cujo representante nos fez uma visita…

Em vez de: O colega que a filha dele casa-se mês que vem…
Escreva: O colega cuja filha casa-se mês que vem…

Em vez de: A lista que os preços foram reajustados recentemente…
Escreva: A lista cujos preços foram reajustados recentemente…

Não é tão difícil assim, vai… Até que dá para falar “a amiga que eu vou na casa dela”, mas escrever JAMAIS!!! Agora, vou complicar um pouquinho. É que há casos em que o cujo vem acompanhado de uma preposição (em, de, com). Isso acontece por causa do verbo da frase. Se o verbo pede preposição, ela aparece junto com o dito cujo. Veja os exemplos que você vai entender:

Em vez de: Aquela empresa que estivemos em sua sede ontem…
Escreva: Aquela empresa em cuja sede estivemos ontem…
Por quê: O verbo “estivemos” pede a preposição “em” (estivemos em)

Em vez de: A amiga do qual é o casamento que iremos na próxima semana…
Escreva: A amiga a cujo casamento iremos na próxima semana…
Por quê: “Iremos” pede a preposição “a” (iremos a)

Em vez de: A marca a qual concorremos com seus produtos diretamente…
Escreva: A marca com cujos produtos concorremos diretamente…
Por quê: “Concorremos” pede a preposição “com” (concorremos com)

Em vez de: O produto que estão reclamando de aumento…
Escreva: O produto de cujo aumento estão reclamando…
Por quê: “Estão reclamando” pede a preposição “de” (reclamando de)

Cujo pode até ser uma palavra feia. Mas usá-la vai deixar você bonito na foto.


Escrever bem é competência valorizada no mercado de trabalho

30/06/2008

Que expectativa o diretor de uma empresa criaria sobre o trabalho de alguém que lhe manda um e-mail assim:

“Presado sr silva
p/ meio desta gostaria de estar encaminhando anexo prop de trab da equipe que sou cordenador , projetos integrados apresentando soluçoes que nossa empresa precisa devido os prob logísticos anteriormente apresentados. A sua disposiçao, abs…”

Ao considerar o modo desorganizado e descuidado como a mensagem foi escrita, talvez o diretor não ficasse muito entusiasmo em ler a proposta. Prezado com “s”, nome próprio com minúscula, gerúndio inadequadamente empregado, falta de acentuação e pontuação, palavras abreviadas, idéias mal articuladas… Se uma mensagem de poucas linhas já tem tantos problemas, quantos não terá a proposta? Será que vai dar para entendê-la? Que nível de qualidade se pode esperar do trabalho de uma pessoa que escreve assim?

É uma pena que profissionais de iniciativa e boas idéias, tecnicamente qualificados e comprometidos com os resultados da organização se exponham ao mau julgamento por não escreverem com clareza e correção. Muitos acreditam que a boa redação é apenas um “detalhe”, mas suas empresas não pensam assim. Elas valorizam cada vez mais as competências em comunicação, tanto na fala como na escrita. Vêem a capacidade de formular mensagens bem articuladas, claras e objetivas como um fator de alto desempenho profissional, já que no acelerado mundo moderno a informação tem de fluir rápida e eficientemente, sem distorções nem mal-entendidos.

Não é à toa testes de redação estejam presentes nos processos seletivos de muitas empresas. Para outras tantas, a fluência da comunicação tem um significativo peso na carreira profissional. “É uma competência bastante considerada quando se pensa em promover alguém”, confirma Vera Vasconcellos, consultora da Career Center, em matéria recentemente publicada no caderno de empregos do jornal O Estado de São Paulo.

Em vista de tudo isso, escrever bem é um importante diferencial para o profissional moderno. Mais do que o domínio da língua portuguesa, a boa escrita indica alta capacidade cognitiva, raciocínio bem estruturado, bom nível cultural, zêlo e atenção a detalhes, características pessoais também valorizadas pelas organizações atualmente.

E você, como está em relação a essa competência profissional? Não se fie apenas em suas opiniões sobre si mesmo: peça um feedback às pessoas que normalmente lêeem suas mensagens, especialmente àquelas que você considera que escrevem bem. Pergunte-lhes se entendem facilmente o que você escreve e percebem erros de português em seus textos. Não tenha receio dos comentários dos outros e considere os problemas que eles eventualmente apontarão como oportunidades para o seu aperfeiçoamento.

Uma vez que você se conscientize da importância de escrever bem, o próprio interesse no assunto lhe trará progressos. Você se tornará mais cuidadoso com o que escreve, preocupado em se fazer entender e atento aos próprios erros. Sua percepção se ampliará e você naturalmente irá em busca de recursos para suprir suas deficiências.

Coloque em prática essa fórmula bastante simples que desenvolvi. Eu a chamo de fórmula QPPR:

Questione – Ao escrever, questione-se: “Estou indo direto ao ponto? Será que a mensagem está clara? Será que a grafia desta palavra está certa? Esta vírgula está bem colocada?”

Pesquise – Quando surgir uma dúvida ou mesmo uma simples suspeita de que algo possa estar errado com seu texto, consulte fontes de referência. Tenha sempre um dicionário e um livro do tipo tira-dúvidas de gramática ao seu lado e consulte-os.

Pergunte – Antes de enviar um documento importante, compartilhe-o com alguém que saiba comunicar-se bem. Peça a opinião e sugestões dessa pessoa. Você poderá se enriquecer muito com isso.

Revise – Faça um controle de qualidade de suas mensagens. Antes de enviá-las, releia e revise o texto.

E por falar em revisão, eu não poderia terminar este artigo sem apresentar uma alternativa para a mensagem que me serviu de gancho para a nossa conversa. Aí vai ela:

“Prezado Sr. Silva,
segue anexo o trabalho da equipe de Projetos Integrados, da qual sou coordenador. Apresentamos propostas de solução para os problemas logísticos da empresa discutidos em nossa última reunião. Coloco-me à disposição para esclarecimentos.Um abraço, …..”

Melhor agora, não?


Boa comunicação é um diferencial profissional

30/06/2008

Se você é um profissional que deseja ter sucesso na carreira, sabe que precisa estar em contínuo desenvolvimento para se destacar num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Provavelmente tem investido em cursos de especialização, de idiomas ou de reciclagem para aprimorar sua capacitação técnica. E pelo aperfeiçoamento de suas habilidades de comunicação, o que você tem feito?

Veja bem: não basta receber o melhor treinamento em liderança se você não tiver desenvoltura, foco e boa oratória para dirigir-se à sua equipe. Não basta ser uma sumidade em sua área de conhecimento se ninguém entende o que você fala. De pouco lhe valerá ter idéias brilhantes se, na hora de apresentá-las ao público, não souber ordená-las e argumentar de modo convincente. Tampouco adianta seguir à risca o figurino do marketing pessoal se suas mensagens escritas são confusas e repletas de erros gramaticais.

Seja você funcionário de uma organização, empresário ou autônomo, invista no aperfeiçoamento de sua comunicação. Torne-se capaz de fazer uma boa exposição de suas idéias, expressar-se de modo adequado e elegante, apresentar projetos com profissionalismo e ter diálogos que produzam entendimento. Isso é fundamental para sua carreira, seus negócios, sua imagem como profissional.

Vivemos no que os pensadores modernos chamam de “A Era da Informação”, na qual o conhecimento evolui e novas idéias surgem com rapidez jamais vista. O êxito na profissão requer não apenas ter acesso a essa informação, mas também ser capaz de difundi-la com objetividade, eficiência e clareza.

 


Palestra “Como organizar as idéias para uma comunicação objetiva”

30/06/2008

Escrever textos e preparar apresentações são tarefas cada vez mais freqüentes no dia-a-dia de qualquer profissional. Apesar disso, as pessoas geralmente encontram dificuldades em executá-las: ficam em dúvida sobre o que dizer, por onde começar, quais são as informações mais importantes ou como organizá-las.

Objetivo

Transmitir critérios que facilitem a prévia organização das idéias, possibilitando uma comunicação objetiva, precisa e rápida. São critérios que podem ser aplicados nas mais diversas situações do trabalho como a redação de um e-mail, o planejamento de uma apresentação corporativa ou até mesmo a participação em uma reunião de negócios.

 

Público-alvo
Profissionais de todos os níveis e áreas das empresas que desejam aprimorar sua comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros.

 

Conteúdo
* Fatores que dificultam a comunicação objetiva: excesso de informação, modelo mental pessoal e “despercepção do outro”
* Princípios básicos da comunicação
* O método do funil para organizar informações
* Como ser objetivo em e-mails, relatórios e apresentações

Duração: 70 minutos

 

Leia também um artigo sobre este tema:
Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique


Palestra “A comunicação escrita e o sucesso profissional”

30/06/2008

Muito tem se falado sobre a importância de escrever e falar bem. Em parte, isso se deve à dinâmica dos negócios no mundo globalizado, que acelerou o ritmo da circulação de informações. Hoje, as empresas comunicam-se ativamente com clientes, parceiros, fornecedores e o mercado em geral. Sua comunicação interna se intensificou igualmente, movida pela necessidade de compartilhar informações, conhecimentos e novos desenvolvimentos entre os funcionários. Mais do que nunca, o profissional que deseja destacar-se e obter bons resultados precisa ser capaz de comunicar-se com objetividade e qualidade.

Objetivos da palestra
* Conscientizar o público da importância da comunicação escrita para os relacionamentos profissionais, o resultado do trabalho e o sucesso na carreira
* Motivar para o contínuo aperfeiçoamento da língua portuguesa na escrita e na fala
* Transmitir os princípios para uma comunicação escrita eficaz: objetividade, adequação, clareza, correção e persuasão
* Incentivar a troca de conhecimentos em língua portuguesa entre colegas de trabalho

Público-alvo
Profissionais de todos os níveis e áreas das empresas que utilizam mensagens escritas na comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros.

Conteúdo
* Cenário atual: por que a comunicação escrita é valorizada pelas empresas e qual sua influência no sucesso profissional das pessoas
* O impacto da mensagem escrita na imagem do remetente e no fluxo de informações da empresa
* Objetividade: como formular uma mensagem que vai direto ao que interessa
* Adequação: a linguagem apropriada para o ambiente de trabalho
* Clareza: evitando mensagens ambíguas, truncadas e confusas
* Correção: os cuidados com ortografia, pontuação, regência verbal e concordâncias verbal/nominal

Duração: 90 minutos

Diferencial
A palestra é pontuada por testes, jogos e exercícios, por meio dos quais as pessoas se dão conta de suas necessidades para o aprimoramento da comunicação. Assim, promove-se de forma leve e divertida a tomada de consciência sobre as questões tratadas, sem causar desconfortos nem constrangimentos.

 

Leia também artigos sobre este tema:
A importância de expandir o vocabulário

 


Curso “Otimizando a comunicação por e-mail”

30/06/2008

Devido aos avanços da tecnologia e o modo integrado como as empresas trabalham hoje, a troca de mensagens escritas é uma importante atividade para a maioria dos profissionais. Muitos, porém, têm dificuldades para redigir textos objetivos, claros e bem estruturados. Há ainda os que cometem erros de português ou não utilizam uma linguagem adequada para o ambiente de negócios. Nessas situações, podem ser comprometidos os resultados obtidos com as mensagens e a imagem de quem as escreve.

Objetivos do curso
* Transmitir técnicas para a estruturação de mensagens do dia-a-dia do trabalho, com destaque para o e-mail
* Dar dicas para a adequação de linguagem e modo de tratamento do destinatário
* Permitir ao aluno identificar suas deficiências no uso do idioma – “Quais são meus problemas e onde estou errando?”

Público-alvo
Profissionais autônomos ou que fazem carreira em empresas e utilizam mensagens escritas na comunicação com clientes externos e internos, fornecedores e parceiros

Conteúdo
* Princípios básicos da comunicação
* Como ser objetivo na redação de mensagens
* A estrutura da mensagem conforme sua finalidade: informar, relatar, expor um ponto de vista, fazer uma solicitação e dar retorno de uma solicitação
* E-tiqueta (a etiqueta do e-mail)

* A linguagem adequada para o ambiente profissional
* Evitando os erros mais comuns: ortografia, crase, pontuação, regência verbal e concordâncias verbal/nominal

Duração: 8 horas

Leia também artigos sobre este tema:
Ao escrever e-mail, primeiro comunique, depois explique


Curso “Como escrever artigos e livros – e publicá-los”

30/06/2008

Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, escrever artigos e livros é uma maneira de diferenciar-se da “concorrência”. Quem tem trabalhos publicados coloca seu nome em evidência, divulga seus conhecimentos e passa a ser percebido como profissional atuante e influente. Para os que fazem carreira em empresas, a exposição nos meios de comunicação cria visibilidade no mercado de trabalho, gerando oportunidades de ascensão profissional; para profissionais autônomos como médicos, advogados, terapeutas ou consultores, ajuda a atrair clientes e negócios.

 

Objetivos do curso

* Transmitir as técnicas para a produção de artigos dissertativos, instrutivos e informativos;

* Despertar o senso crítico para o texto bem escrito (foco, clareza, objetividade);

* Ensinar o participante a criar o projeto de seu próprio livro;

* Revelar o “caminho das pedras” para a publicação de artigos e livros.

 

Público-alvo

* Profissionais que fazem carreira em empresas e desejam destacar-se ou enriquecer seu currículo

* Profissionais autônomos, que buscam maneiras diferenciadas de tornar-se conhecidos e atrair clientes para seu negócio 

 

 

Conteúdo

 

1. Introdução aos gêneros de texto enfocados no curso: dissertativo (usado para expressar pontos de vista); informativo (para difundir informações ou conhecimentos); e instrutivo (para instruir/orientar o leitor).

 

2. O texto dissertativo

* Formulando a sua tese

* Definindo os argumentos

* Opções de abertura e fechamento

* Roteiro para produzir um artigo dissertativo

 

3. O texto informativo

* Formulando a síntese das informações

* Definindo a sequência das informações no texto

* Roteiro para produzir um artigo informativo

 

4. O texto instrutivo

* Definindo o objetivo do artigo

* O desenvolvimento do texto com dicas, passo-a-passo ou método

* Roteiro para produzir um artigo instrutivo

 

5. O planejamento de um artigo

* A escolha do meio (revista, site, jornal)

* Identificando leitor

* Definindo tema, linguagem e enfoque

 

6. O planejamento de um livro

* Estudo da concorrência

* Definição de público, tema e diferencial da obra

* Roteiros para o livro dissertativo, informativo e instrutivo

* Cuidados estéticos

 

 

Diferencial do curso

Os critérios e técnicas ensinados são fruto da experiência profissional da instrutora, jornalista e ghost writer que desenvolveu modelos próprios para a produção de textos com uma abordagem atraente, objetiva e que facilite a compreensão do leitor. No decorrer do curso, os participantes redigem artigos e recebem um retorno personalizado e por escrito sobre seus trabalhos.

Ouça uma entrevista que dou sobre este curso