O uso de palavras e expressões abreviadas aparece em terceiro lugar no ranking dos 10 erros mais comuns em e-mails segundo estudo de uma consultoria americana*.
Imagino que alguns leitores, especialmente os mais jovens, estejam indignados com o fato de que abreviar seja considerado errado, mas estamos nos referindo aos e-mails de uso corporativo, claro. É preciso fazer uma distinção entre as mensagens que trocamos como nossos amigos e as que escrevemos no trabalho – para um cliente, um chefe, um colega de outro departamento ou parceiro de negócios.
Com nossos amigos, temos liberdade para nos expressar de modo mais informal e próximo, e não há problema algum usar vc, tb, pq, blz, flw e outras abreviações que tornam o escrever mais prático. Já as mensagens que redigimos no trabalho devem refletir o modo como nos relacionamos com as pessoas do trabalho. Você fala de assuntos pessoais ou usa gírias com o gerente de uma empresa para o qual está apresentando seus produtos? Você chama o chefe pelo apelido de infância dele ou comenta detalhes sobre o último programa que fez com seu(a) namorado(a)? Pois é, imagino que você não tenha muita intimidade com essas pessoas, e por isso mesmo não cai bem usar com elas as mesmas formas de expressão que usa com aqueles que são mais chegados.
Além de dar um tom de informalidade às suas mensagens, as abreviações podem também não ser compreendidas por quem as lê, o que não é nada bom quando se trata de trabalho. Quem garante que o destinatário de sua mensagem entenderá que “px fds” significa “próximo fim de semana”? Você nunca viu pessoalmente muitas pessoas para quem manda e-mails, e certamente entre elas há quem não esteja acostumado com a linguagem do MSN, do Twitter ou das salas de bate-papo que há por aí. Pelo sim, pelo não, é melhor escrever as palavras com todas as letras para que ninguém interprete mal o que você quer dizer.
* Pesquisa realizada pela Sterling Consulting, dos EUA. Veja o post que originou esta série: Dez erros comuns em e-mails
Escrito por reginagiannetti
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