A diferença entre apresentação e palestra

24/02/2009

É bastante comum, nos cursos abertos que dou, que um ou outro aluno confunda palestra e apresentação. Ele se inscreve para o curso que ensina a roteirizar palestras, mas na verdade precisa aprender a roteirizar uma apresentação – e vice-versa. E você, como diferencia uma coisa da outra? Bem, antes que se inscreva para o curso errado (rsrs), veja aqui a distinção entre os dois conceitos.

 

Comecemos pela palestra, palavra com origem na Grécia e na Roma de antes de Cristo. Para os gregos, “palaístra” era um local para lutas esportivas; para os romanos, “palaestra” era uma escola na qual, entre outras coisas, praticava-se oratória. É por causa dessa origem que palestra, em alguns dicionários, aparece com dois significados: um é ginásio; o outro, troca de idéias, conferência, conversa.

 

Se formos fiéis à origem da palavra, palestrar é o ato de discursar, discorrer sobre um assunto ou expor um ponto de vista. As pessoas dão palestras para transmitir suas idéias, conhecimentos ou vivências ao público – ou seja, expressar-se sobre o que está “dentro” delas, pertence a elas.

 

Já na apresentação, as pessoas falam de uma instituição, projeto ou produto, ou seja, de um assunto “externo” a elas, com o objetivo de tornar conhecido algo que o público desconhece. Um dos significados dados pelo dicionário Houaiss à palavra “apresentar” é, aliás, “exibir (algo) publicamente com intuito de divulgação, venda etc.; mostrar”.

 

Percebe a diferença? Se você é um psicólogo que pretende falar sobre como lidar com crianças rebeldes, ou um gestor de que deseja transmitir técnicas de administração aos seus colaboradores, você dará uma palestra. Agora, se é um vendedor que irá mostrar as características de um produto em uma exposição, ou um consultor que irá mostrar um projeto a clientes, você fará uma apresentação.

Leia também: dicas para boas apresentações corporativas, cuidados no uso do PowerPoint e dicas para montar uma palestra


Três dicas para uma boa apresentação corporativa

22/11/2008

Compartilho com vocês a resposta dada a um leitor deste blog, que me enviou um e-mail com a seguinte pergunta: “Se você tivesse que escolher as três principais dicas de seu curso sobre como montar apresentações, quais seriam?” Isso é que é ir direto ao ponto, heim? Bem, espero que as supersintéticas dicas a seguir tenham sido úteis para o leitor e sejam para você também. Aí vão elas:

 

1. A boa apresentação é aquela que mostra o produto/serviço segundo os interesses e necessidades do público-alvo. Ao preparar uma apresentação, faça a si mesmo perguntas como: “Quais são os benefícios que meu produto oferece a esse público? O que torna o produto atraente para essas pessoas? Que mudanças ou possibilidades o produto agrega à vida delas?” Ao responder essas perguntas, você estará listando as “boas notícias” que tem a dar para seu público: coloque-as logo no início da apresentação.

 

2. Faça uma apresentação rápida, com algo entre 10 e 20 minutos (depende da quantidade de informação que tiver para dar). Selecione as informações realmente importantes, que complementam ou explicam as “boas notícias” que você deu no começo. Não adianta querer dar muita informação, as pessoas não guardam. Considere que a função da apresentação é despertar o interesse sobre o produto e motivar o público a saber mais. O melhor sinal de que você “atingiu o alvo” é que as pessoas tenham perguntas depois que a apresentação terminar.

 

3. A função do suporte visual (Powerpoint) é projetar imagens, fotos, gráficos ou demais informações visuais, para ajudar as pessoas a entenderem o que você fala. Não encha seus slides de textos e jamais fique lendo a tela para o público, isso torna a apresentação monótona. Você deve dominar plenamente o conteúdo que irá apresentar e não precisar ler slides. Na maior parte do tempo, fale olhando para a platéia e mantenha contato visual com as pessoas.


Apresentações em PowerPoint: use com moderação

28/09/2008

Indiscutivelmente, ferramentas do tipo PowerPoint são presença obrigatória em apresentações corporativas. Servem de guia para o apresentador, exibem elementos informativos e facilitam a compreensão do público – além, é claro, de proporcionar uma certa sofisticação ao evento. E são tantos os recursos e efeitos especiais, não? Dá até para fazer uma superprodução…

 

… Mas é aí que mora o perigo. Slides digitais, assim como o papel, aceitam qualquer coisa. E o que se vê, muitas vezes, são apresentações com slides em excesso, tão emperequetados e carregados de informação que acabam entediando ou confundindo o público.

 

É preciso ter bom senso e critérios para utilizar a ferramenta, para que ela cumpra o papel de informar e causar boa impressão sobre o que está sendo apresentado. Aqui vão alguns princípios básicos que poderão ajudá-lo a fazer uma apresentação adequada ao meio corporativo. 

 

Seja o protagonista

Há pessoas que fazem do PowerPoint uma espécie de muleta: colocam nos slides o texto da apresentação e passam o tempo todo lendo a tela. Isso pode até ser muito cômodo, mas compromete a imagem do apresentador, pois dá a impressão de que ele não se preparou ou não domina suficientemente o assunto para falar sem precisar ler. Tenha em mente, portanto, que foco de atenção do público deve ser você, não a tela. Use os slides como apoio e esteja com o texto na ponta da língua.

 

Quantidade de slides

Para ter uma idéia de quantos slides fazer para sua apresentação, divida o tempo de duração pretendido por 2. Com isso, uma apresentação programada para 20 minutos teria 10 slides, ou seja, um slide a cada 2 minutos. Essa não é uma regra, mas um critério razoável e que serve de parâmetro para uma apresentação profissional. Admite-se usar o divisor 1 em apresentações muito curtas – 5 minutos, 5 slides. Pode-se também usar divisores maiores, como 3 ou 4, dependendo do assunto a ser exposto.

 

Imagens

Tire proveito do que o PowerPoint faz de melhor: exibir imagens. Elementos visuais como ilustrações, gráficos e fotos ajudam o público a assimilar o conteúdo e enriquecem a apresentação. Mas atenção: não use imagens só para enfeitar, e sim para informar. As imagens devem também ser de boa qualidade, nítidas, com todas as partes bem visíveis e de cores contrastantes.

 

Volume de texto

O público tende a ler tudo que é projetado na tela: se você exibir um texto longo ou vários pequenos textos ao mesmo tempo, as pessoas ficarão lendo enquanto você fala. Portanto, faça slides com o mínimo de texto possível, para destacar as informações importantes ou os tópicos que serão abordados. Procure usar palavras-chaves em vez de frases completas.

 

Para ter uma noção da quantidade de texto, use o seguinte parâmetro: 6 linhas de texto por slide, 6 palavras por linha. Use recursos de animação para fazer as linhas surgirem gradualmente, ao seu comando, conforme você abordar o assunto que corresponde a elas. Escolha um recurso de animação discreto.

 

Naturalmente, o texto de sua apresentação deve estar impecável, com acentuação, ortografia, concordâncias verbal e nominal, conjugação verbal e outros aspectos gramaticais rigorosamente corretos. Peça ajuda de um revisor, se necessário.

 

Tipos e tamanhos de letras

Evite tipos de letras rebuscados, inclinados e serifados (serifas são os “pés”, “orelhas” e “caudas” típicos das letras usadas em revistas e jornais). Dê preferência aos mais limpos e uniformes como Verdana, Tahoma ou Arial.

 

Quanto aos tamanhos, utilize no mínimo o corpo 20 – menos do que isso já pode comprometer a visibilidade do texto. Padronize os tamanhos usados para títulos e textos do corpo do slide.

 

Planos de fundo

Escolha um plano de fundo que não “brigue”com o texto nem dificulte a leitura. Fuja dos texturizados ou enfeitados, com bolhas, folhas, listras etc. Considere que plano de fundo é um cenário para sua apresentação: portanto, deve ser compatível com o assunto tratado.

 

Uma escolha segura são os fundos de cores matizadas ou degradê, que são neutros e facilitam a leitura. Lembre-se de que cores claras (branco, bege, tons pastéis) combinam com assuntos leves, alegres; cores escuras (preto, marinho, vinho, verde esmeralda) combinam com assuntos mais sérios.

 

Animações

Seja conservador. Slides com muita coisa aparecendo, sumindo, rolando e piscando podem distrair o ouvinte, além de parecer “pirotécnicos” demais. Use animações para destacar uma palavra, para fazer o texto aparecer no momento certo, para criar um “tchan”.

Veja também o artigo “Surpreenda o público de suas apresentações” ; um curso sobre o assunto


Outros vícios de linguagem

21/09/2008

No artigo “Será que você tem vícios de linguagem?”, abordei a repetição de palavras e expressões que empobrecem nosso modo de falar. Neste aqui trato de expressões que utilizamos errada ou indevidamente, também consideradas vícios de linguagem. Há certas coisas que aprendemos a falar errado e continuamos falando vida afora, sem nem suspeitar que estão erradas! Será que você tem esse tipo de vício também? Para saber, dê uma olhada nos exemplos a seguir.

 

Independente do que as pessoas pensam, já tomei minha decisão.

Independente é adjetivo: por exemplo, país independente, criança independente. Não é o caso de usar adjetivo na frase acima, e sim o advérbio independentemente, que se refere a o que as pessoas pensam. 

 

Sua blusa está meia amassada.

O correto é meio amassada. “Meio” é advérbio e equivale a dizer “um pouco amassada”.

 

Algumas pessoas soam muito no calor.

Quem soa é sino. As pessoas suam.

 

Ouvi essa história há muito tempo atrás.

O correto é há muito tempo ou muito tempo atrás. As duas coisas juntas são redundância ou pleonasmo vicioso, como “subir para cima” e “resumo sintético”.

 

Tratava-se de um problema a nível de relacionamento.

O certo é simplesmente problema de relacionamento. “Ao nível de” equivale dizer “à altura de” e não cabe no contexto da frase acima.

 

Voltei por causa que senti saudade.

Jamais se diz por causa que. O certo é simplesmente por que.

 

A falta de estrutura que o município se encontra é deplorável.

O certo é em que. Trata-se de um erro de regência verbal.

 

Haviam 20 pessoas presas. 

O correto é havia. O verbo haver, usado com o sentido de existir, fica sempre no singular.

 

Fazem três horas que estou aqui.

O certo é faz. O verbo fazer, usado para indicar passagem de tempo, fica sempre no singular.

 

Na situação onde a maioria das pessoas se encontra, não há nada a fazer. 

O certo é em que. O advérbio “onde” só pode ser usado como equivalente de “o lugar em que”.

 

Estarei apresentando minha idéia agora.

Correção: vou apresentar ou apresentarei. Estarei apresentando é gerundismo.

 

A equipe que as vendas superarem as metas será premiada.

O certo é dizer cujas vendas. O pronome “cujo (a)” equivale a “de que” ou “do qual”.

 

A reunião começa ao meio dia e meio.

Meio dia e meio é um dia inteiro! O certo é meio dia e meia, já que “meia” diz respeito a “meia hora”.

 

A temperatura esta noite será de zero graus.

O certo é zero grau, já que zero é singular.

 

O gerente é o que tem menas chances de ser promovido.

O certo é menos. Por ser advérbio, “menos” não aceita flexão de gênero (masculino/feminino) nem número (singular/plural).

 

Espero que nossa empresa seje uma das líderes de mercado este ano.

“Seje” não existe na conjugação do verbo ser. O certo é seja.

 

Leia também artigos sobre o concordância verbal, o uso do pronome cujo, o uso do advérbio onde, gerundismo.


Dicas para montar uma palestra

31/08/2008

Já não lhe aconteceu de ouvir um palestrante que viaja na maionese e fala de assuntos que nada têm a ver com o tema? Sentiu-se enrolado por aquele que fala, fala e fala mas não diz nada de interessante? Frustrou-se com um palestrante que não liga coisa com coisa e deixa várias idéias no ar?

 

Situações como essas são comuns, mas podem ser evitadas com um bom planejamento. Planejar significa definir previamente o que será falado, como será falado e por que será falado. Isso ajuda a focar o tema, elaborar um conteúdo atraente e organizar as idéias com começo, meio e fim.

 

Se você está se preparando para dar uma palestra, aqui vão algumas dicas para o seu planejamento. Vale a pena investir algum tempo e esforço nisso. Afinal de contas, você não quer ser protagonista das situações citadas acima, quer???

 

Identifique o público – Se você for convidado para dar uma palestra, procure saber o máximo sobre o público que estará presente ao evento. Pergunte para quem o convida quais são os interesses, expectativas, necessidades e nível de informação dos ouvintes sobre o tema a ser tratado. A partir dessas informações, você terá uma idéia do que as pessoas precisam ou desejam ouvir e poderá criar uma palestra interessante e proveitosa para elas.

 

Defina o objetivo da palestra – Saber o que interessa ao público ainda não é tudo, pois ainda assim você corre o risco de falar sobre várias coisas e não chegar a lugar nenhum. É preciso definir o objetivo da palestra. Ensino meus alunos a utilizar uma frase que os ajudará nessa definição: “Ao final da palestra, desejo que meu público….”, bastando completar a frase com o objetivo desejado. Por exemplo: “Ao final da palestra, desejo que meu público sinta-se motivado a atingir suas metas em vendas” ou “compreenda a importância de trabalhar em equipe” ou “conheça os benefícios da alimentação funcional”.

 

Liste os tópicos da palestra – Tópicos são os assuntos ou pontos que você deverá abordar para que a palestra cumpra o objetivo definido. Liste os tópicos em uma sequência lógica, que ajude o ouvinte a acompanhar seu raciocínio. Depois de listá-los, comece a desenvolvê-los com os conhecimentos que você tem, textos de referência e fontes de informações sobre os assuntos. 

 

Escreva o texto da palestra – Embora possa ser um pouco trabalhoso, isso tem algumas vantagens. Primeiramente, você cria um script para ensaiar até ficar com a palestra na ponta da língua, o que lhe dará muita tranqüilidade e segurança para apresentá-la. Conforme trabalha com o texto, poderá sentir o ritmo da palestra e fazer ajustes se necessário: incluir algumas informações aqui, cortar uma passagem que ficou monótona ali, esquentar o clima com uma anedota acolá… Por fim, se tiver que repetir a palestra tempos depois, basta voltar a estudar o script e em pouco tempo você estará pronto para outra.

E agora, só me resta lhe desejar uma coisa: sucesso com sua palestra!
Leia também: artigo sobre vícios de linguagem   Veja a descrição meu curso sobre esse assunto

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Será que você tem vícios de linguagem?

18/08/2008

Sim, é bem provável que você tenha pelo menos um vício de linguagem. A maioria de nós tem, por motivos que veremos mais adiante. Mas vamos começar este artigo pelo ponto de partida: de que vícios estamos falando?

 

Os gramáticos definem vícios de linguagem como desvios da norma-padrão (o português correto). Quem trabalha como oratória também usa o termo para referir-se a palavras, expressões e gírias que usamos a todo instante, e são esses casos que abordo aqui. Por exemplo: , não é?, certo?, , entende?, , hum, ééé, enfim, quer dizer, sabe?, olha só, então e outros. O gerundismo – a mania de dizer vou estar ligando e similares – também é um vício de linguagem.

 

O uso repetitivo de certas expressões deve ser combatido, pois empobrece nossa linguagem, cansa os interlocutores e chega a ser motivo de piada. Você mesmo já não tirou um barato de alguém que a todo instante falava “compreende?” ou terminava cada frase como um “”? Pois então. Somos bons em identificar os vícios dos outros. Só não conseguimos perceber os nossos próprios, mesmo porque são automáticos, são cacoetes.

 

O hábito é um dos fatores que fazem surgir vícios de linguagem. Um típico exemplo são as pessoas que usam o gerundismo: elas se acostumaram a dizer que vão estar fazendo isso e aquilo e usam essa forma de expressão a todo instante. O mesmo acontece com alguns jovens em relação a gírias. Meus filhos, que são adolescentes, não completam uma frase sem dizer tipo, ou velho. Um diálogo entre eles é mais ou menos assim:

 

- Nossa, velho, tô mó com fome!

- Tipo eu ontem, mó esqueci de levar o lanche pra escola.

- Mó estômago roncando, velho.

 

Muitas pessoas também caem nos vícios de linguagem porque sua fala é mais rápida que o pensamento. Enquanto o cérebro organiza as idéias, a boca continua falando – e como o pensamento não está completo surgem o né?, o entende ou o enfim, palavras que não dizem nada, apenas ocupam as brechas entre as idéias.

 

Você talvez esteja se perguntando como descobir seus vícios de linguagem. Bem, é muito simples. Basta observar-se para saber se repete alguma palavra ou expressão com muita freqüência. Se essa prática de auto-observação for difícil para você, grave suas conversas ao telefone, por exemplo, ou pergunte às pessoas mais próximas (e sinceras) se elas percebem vícios em sua fala.

 

Tornar-se consciente de um vício de linguagem é o primeiro passo para livrar-se dele. Caso você tenha algum por questão de hábito, eduque-se para não repetir o hábito. Caso seu problema seja falar mais rápido do que pensa, treine-se para falar mais pausadamente: com isso, você dará tempo para completar o pensamento e evitará os enfim, e quer dizer. Foi assim que me livrei do incômodo que usava repetidamente quando comecei a dar cursos. Certo dia me deram um toque que eu falava muito essa expressão, e a partir daí comecei a me policiar e falar mais pausadamente, até banir o de minhas frases.

Leia também: artigo sobre gerundismo


Curso “Como roteirizar apresentações em PowerPoint

11/07/2008

Ter habilidade para realizar apresentações corporativas é importante para qualquer profissional que faz carreira em uma empresa, seja na área comercial, administrativa, técnica ou financeira. Nem todas as pessoas, porém, possuem o devido preparo para isso. Sem conhecer técnicas de comunicação e organização da informação, correm o risco de fazer apresentações pouco objetivas, maçantes e confusas, que não geram os resultados esperados.

Objetivo do workshop
Transmitir um método e parâmetros para a criação de apresentações “vendedoras”, objetivas e sucintas, que despertem o interesse do público, facilitem a compreensão do conteúdo e deixem uma mensagem clara.

Público-alvo
Profissionais corporativos ou autônomos que necessitam apresentar produtos e/ou projetos a clientes internos ou externos.

Conteúdo
* A apresentação como fenômeno de comunicação
* Mapeamento do universo de informações – O assunto da apresentação traz consigo todo um universo de informações que deve ser devidamente mapeado
* Identificação do público – Como adequar a mensagem ao público. Se você falar o que o seu ouvinte deseja ou precisa ouvir, conseguirá a atenção dele
* Definição do “gancho” – O recurso utilizado pelos profissionais de comunicação para despertar o interesse do público
* Definição do conteúdo – Como selecionar as informações realmente relevantes, levando em conta o perfil do público e o gancho escolhido
* Estrutura da apresentação – Criando um roteiro eficiente, que ajude o público a acompanhar a apresentação e facilite a retenção do conteúdo
* Cuidados com a fala – Evitando erros que comprometem a imagem do apresentador
* Criação do suporte visual – Critérios para o uso adequado do PowerPoint, focalizando quantidade de slides, volume de texto, design do slide, emprego de imagens, animações e outros recursos da ferramenta

Duração:

8 horas
Número máximo de participantes: 30

Metodologia
A oficina tem uma parte expositiva e uma parte prática, na qual os participantes aplicam as técnicas ensinadas, fazem uma “apresentação relâmpago” e recebem imediato feedback da instrutora.
 

 

 

 

 

 


Surpreenda o público de suas apresentações

30/06/2008

Aqui entre nós: ninguém fica muito empolgado quando recebe o convite para assistir à apresentação de um projeto ou produto, não é? Para falar a verdade, muitas pessoas têm até uma expectativa negativa para esses eventos, pois temem que a apresentação seja longa, entediante ou simples perda de tempo.

Se você é um dos muitos profissionais que usam apresentações corporativas como ferramenta de trabalho, vire o jogo: surpreenda seu público! Faça uma apresentação rápida, objetiva, que vá diretamente ao ponto e cative a atenção da audiência. Mas como?

O segredo é focar o que interessa ao público. Isso parece o óbvio, mas é o tipo de óbvio que ninguém põe em prática…

O que mais se vê são apresentações padronizadas, que começam falando da empresa, depois mostram toda sua linha de produtos, depois abordam modelos de negócio, cases de clientes e blá blá blá. Enquanto isso, na tela do Powerpoint, desfilam slides repletos de números, tabelas, gráficos e textos, tanta coisa que deixa o público zonzo.

Com freqüência, essas apresentações têm de terminar às pressas, ou porque estouraram o tempo previsto ou porque o apresentador percebe a impaciência da audiência e resolve antecipar a parte das perguntas. E o resultado final, infelizmente, nem sempre é a venda de um produto, um projeto ou uma idéia, que era o objetivo do apresentador.

Agora, imagine se você começasse sua apresentação dizendo exatamente o que seu público quer ouvir. Se em vez de enchê-lo de informações, você focasse aquilo que realmente interessa a ele. Imagine se a apresentação tivesse slides mais limpos e informativos, fosse rápida e deixasse as pessoas interessadas em obter mais detalhes. Não seria muito melhor?

O que esse tipo de apresentação tem de diferente é muito simples: ela foi concebida segundo critérios e técnicas de comunicação. Comunicação, como a própria palavra sugere, é tornar algo comum e provocar uma ação. Sua base está na percepção dos interesses e necessidades das pessoas a quem dirigimos nossa mensagem.

Da próxima vez que você preparar uma apresentação, coloque-se no lugar do público e questione-se: O que ele precisa saber? O que lhe interessa saber? Uma vez que descubra a resposta, não tenha dúvida de que é por aí que deve iniciar seu trabalho. Deixe de lado aquele discurso padronizado e fale o que as pessoas anseiam ouvir. Aposto que o resultado será muito melhor.


Boa comunicação é um diferencial profissional

30/06/2008

Se você é um profissional que deseja ter sucesso na carreira, sabe que precisa estar em contínuo desenvolvimento para se destacar num mercado de trabalho cada vez mais competitivo e exigente. Provavelmente tem investido em cursos de especialização, de idiomas ou de reciclagem para aprimorar sua capacitação técnica. E pelo aperfeiçoamento de suas habilidades de comunicação, o que você tem feito?

Veja bem: não basta receber o melhor treinamento em liderança se você não tiver desenvoltura, foco e boa oratória para dirigir-se à sua equipe. Não basta ser uma sumidade em sua área de conhecimento se ninguém entende o que você fala. De pouco lhe valerá ter idéias brilhantes se, na hora de apresentá-las ao público, não souber ordená-las e argumentar de modo convincente. Tampouco adianta seguir à risca o figurino do marketing pessoal se suas mensagens escritas são confusas e repletas de erros gramaticais.

Seja você funcionário de uma organização, empresário ou autônomo, invista no aperfeiçoamento de sua comunicação. Torne-se capaz de fazer uma boa exposição de suas idéias, expressar-se de modo adequado e elegante, apresentar projetos com profissionalismo e ter diálogos que produzam entendimento. Isso é fundamental para sua carreira, seus negócios, sua imagem como profissional.

Vivemos no que os pensadores modernos chamam de “A Era da Informação”, na qual o conhecimento evolui e novas idéias surgem com rapidez jamais vista. O êxito na profissão requer não apenas ter acesso a essa informação, mas também ser capaz de difundi-la com objetividade, eficiência e clareza.

 


Palestra “Como criar apresentações vendedoras”

30/06/2008

Ter habilidade para realizar apresentações corporativas é importante para qualquer profissional que faz carreira em uma empresa, seja na área comercial, administrativa, técnica ou financeira. Nem todas as pessoas, porém, possuem o devido preparo para isso. Sem conhecer técnicas de comunicação e organização da informação, correm o risco de fazer apresentações pouco objetivas, maçantes e confusas, que não geram os resultados esperados.

 

Objetivo

Transmitir um método e parâmetros para a criação de apresentações “vendedoras”, objetivas e sucintas, que despertem o interesse do público, facilitem a compreensão do conteúdo e deixem uma mensagem clara.

 

Público-alvo

Profissionais corporativos ou autônomos que necessitam apresentar produtos e/ou projetos a clientes internos ou externos.

 

 

Conteúdo

·         Princípios básicos da comunicação

·         O desafio de conquistar a atenção do ouvinte em um mundo que gera tanta informação

·         O método do funil para o planejamento da apresentação

·         Cuidados com a fala – evitando erros que comprometem a imagem do apresentador

·         O uso adequado do PowerPoint – postura do apresentador, finalidade do suporte visual, quantidade de slides, volume de texto e emprego dos recursos da ferramenta

 

Duração: 90 minutos

 


Curso “Sete passos para montar uma palestra”

30/06/2008

É bastante comum a idéia de que, para dar palestras, basta ser desinibido e falar bem. De fato, ter carisma e boa expressão verbal/corporal é importante, mas não suficiente para dar uma boa palestra: é preciso saber expor o que interessa ao público de modo organizado, claro e fluente. Com este workshop, o participante saberá adequar objetivos, conteúdo e linguagem às necessidades do público; organizar suas idéias de maneira lógica; envolver a platéia e comunicar-se eficazmente com ela; e deixar uma mensagem clara, cumprindo com êxito sua missão como palestrante.

Objetivos do curso
* Despertar o senso crítico para aspectos de qualidade e eficácia da palestra
* Ensinar um passo-a-passo prático e eficiente para a roteirização de palestras
Público-alvo
* Gestores e líderes que necessitam transmitir conhecimentos às suas equipes
* Profissionais das áreas de treinamento, educação corporativa e recursos humanos, que se utilizam de palestras para comunicar-se com os diversos públicos da empresa

Conteúdo
* Definição do tema de modo pontual
* Identificação do público, suas necessidades e interesses
* Definição de um objetivo claro e bem focado
* Os elementos de um conteúdo consistente e atraente
* Alternativas de estrutura (roteiro) para a palestra
* Adequação da linguagem
* Uso apropriado de recursos audiovisuais (Powerpoint)

Duração: 8 horas

Número máximo de participantes: 12

Metodologia
O workshop é essencialmente prático e interativo. No decorrer do trabalho, os participantes colocam em prática os passos da metodologia e recebem o imediato feedback da instrutora e dos colegas, o que proporciona grandes insights. O produto final é o roteiro de uma palestra.
Leia um artigo sobre o assunto