Gestão do tempo não é tudo: é preciso também gerenciar a atenção

Ligo o notebook para pagar uma conta via internet. O navegador abre meus principais favoritos logo de cara, e uma enxurrada de notificações pipoca na tela. Dou uma olhada rápida no LinkedIn, posto alguma coisa no Facebook, respondo aquele email que me parece urgente, espio as notícias do dia… Quando me dou conta, já passou meia hora e eu não paguei a conta!!!

A tela do computador ou celular é como um buraco negro a sugar minha atenção: se ela cai ali, se perde. Mas não é só isso. São tantas situações acontecendo, informações chegando, demandas surgindo… Chega o final do dia e fiz mil coisas que apareceram, mas não fiz…

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Mindfulness no combate à insônia

Está difícil desligar dos problemas? À noite, na cama, você pensa em tantas coisas que nem consegue dormir? Compartilho com você um exercício que faço para voltar a dormir 

## Sei bem como é isso…. Passei anos de minha vida acordando de madrugada, rolando insone de um lado para outro da cama.

Eu contava carneirinhos, ia para os pés da cama, bebia água, comia banana, lia alguma coisa. Nada resolvia. Quanto mais o tempo passava, mais aflita eu ficava para voltar a dormir, mais me agitava… Clique aqui para continuar a leitura

Transformando procrastinação em bem-estar

Reconheço que tenho uma irresistível tendência de procrastinar atividades que não gosto ou tenho preguiça de fazer, até que virem caso de vida ou morte. Minha mente encontra mil justificativas para isso: tenho outras prioridades… depois eu cuido disso…  agora não dá…

Quem nunca, não é? Bem, acabei me convencendo de que, se eu procrastinar, vou pagar um preço que não compensa o suposto benefício. E aprendi como tornar uma atividade que empurro com a barriga em oportunidade para gerar bem-estar e satisfação comigo mesma. É isso que compartilharei com você neste artigo…. Clique aqui para continuar a leitura 

Vale a pena ser multitarefa? A Neurociência diz que não

Confesso que já invejei pessoas que fazem várias coisas ao mesmo tempo, como navegar na internet e falar no telefone ou trocar mensagens do Whats App em duas, três conversas sobre assuntos diferentes. Isso porque, reconheço, nunca me dei bem nas artes da multitarefa. Executar simultaneamente duas ou mais atividades que demandam atenção é estressante para mim, e com frequência acabo fazendo algo errado.

Depois que passei a estudar sobre gerenciamento da atenção, encontrei vários estudos que me redimiram dessa culpa. Lavei a alma com a pesquisa de um neurocientista do respeitado MIT, Earl Miller, que constatou: realizar simultaneamente duas ou mais tarefas que requerem raciocínio e atenção consome mais tempo e induz a erros, o que torna menos efetivos no trabalho e na vida pessoal.

Como a multitarefa compromete nossa efetividade? Clique aqui para ler o restante do artigo

Como mindfulness nos ajuda a lidar com adversidades

Quando colocamos a atenção no aqui-agora, interrompemos a espiral de pensamentos que ampliam a turbulência emocional das situações difíceis e recuperamos a clareza para raciocinar

## Uma das mudanças que percebo em mim, depois que passei a praticar mindfulness, é na maneira de lidar com adversidades. Me recupero mais rapidamente do stress causado pela situação e coloco a cabeça em ordem para encontrar uma saída.

Diante de um problema, a tendência da mente é imaginar os desdobramentos futuros ou ficar ruminando o passado, o que só nos deixa mais nervosos… Clique aqui para continuar a leitura

Exercício para aliviar a ansiedade

Na correria do dia a dia, parece que tudo em nós fica acelerado: os movimentos, a velocidade da fala, a pulsação, o caminhar. Lembramos das coisas que temos para fazer e ficamos aflitos: vai dar tempo? Pensamos em uma situação que preocupa e sentimos o coração apertar. Demoramos para pegar no sono, tantos são os pensamentos que rodam na mente, ou acordamos no meio da noite com nossas preocupações.

Esses são típicas manifestações da ansiedade que nos afeta nesses tempos em que somos tão pressionados por demandas, metas, prazos, incertezas, pela grande quantidade de afazeres e informações para dar conta.

A ansiedade é provocada por uma situação que tememos. Pode ser uma situação iminente ou futura, surgir sem aviso ou ter data marcada, ser concreta ou imaginária, do tipo “e se acontecer tal coisa?”.  Sentimos um aperto no peito ou no estômago; o coração acelera, a respiração fica mais curta e rápida, mãos e pernas podem ficar um pouco trêmulas, surge uma confusão mental momentânea.

A ansiedade pode tornar-se uma doença, quando impede a pessoa de levar uma vida normal. Tirando esses casos, é uma reação natural do nosso organismo que pode ser administrada sem a necessidade de ansiolíticos. E é realmente preferível ficar longe deles, pois têm efeitos colaterais e podem causar dependência.

O que fazer, então, como nossa ansiedade?
Comece a observar que, na maioria dos casos, o que provoca a ansiedade é o pensamento sobre algo que está para acontecer ou pode acontecer (e talvez nem aconteça…). Sendo assim, se não houver o pensamento, não haverá a ansiedade – cortamos o mal pela raiz.

Você me perguntaria agora: “Mas como deixar de pensar na situação que me aflige? Fazer isso é impossível!”. Bem, não se trata de deixar de pensar, mas sim de não alimentar o pensamento, colocando a atenção em algo que acontece no aqui-agora: sua respiração, a sensação em determinada parte do corpo ou uma atividade que você estiver executando.

A lógica por trás disso é a seguinte: ao focalizar a atenção em algo que acontece no aqui-agora, ativamos o modo neurológico da experiência direta. E quando a mente está nesse modo, não está em seu oposto – o modo narrativo ou divagatório, em que viaja ao passado, ao futuro ou a outro lugar. O modo divagatório é essencial para a nossa vida, pois nos permite planejar, refletir, criar cenários etc. Mas é também a fonte dos pensamentos de preocupação que disparam os sintomas de ansiedade.

Experimente o seguinte exercício:
Quando perceber que está ansioso e não consegue parar de se preocupar, tire alguns minutos para ficar sozinho, num lugar onde não será incomodado. Você pode ficar sentado ou deitado; procure relaxar o corpo. Feche os olhos e dirija a atenção para as sensações da respiração nas narinas, no peito ou abdômen (escolha o local em que elas são mais perceptíveis para você).

Respire um pouco mais lenta e profundamente que o seu normal. Ao inspirar, conte 1, 2, 3; ao expirar, conte até 5. No decorrer do exercício, experimente aumentar a contagem – inspirando até 4 e expirando até 6, e assim por diante. Só não force sua respiração. Seja gentil com você mesmo.

Sempre que você perceber que a mente voltou a ter pensamentos, simplesmente recoloque a atenção na respiração e recomece a contagem. Já vou avisando: isso acontecerá muita vezes!  A intenção do exercício não é “esvaziar a mente”, mas sim tirar a energia dos pensamentos sempre que eles surgirem. Só o fato de interrompê-los irá aos poucos estabilizando você. E ao praticar uma respiração mais calma e profunda, você também estará favorecendo a ação do sistema nervoso parassimpático, que atenua as sensações fisicas da ansiedade.

Conheça oito estratégias para momentos de ansiedade. Clique aqui

Exercício para ampliar a autoconsciência corporal

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Nos habituamos a estar com a cabeça em uma coisa enquanto o corpo faz outra, o que diminui a conexão mente-corpo. O exercício resgata essa conexão e também nos torna mais conscientes das emoções.

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